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Copiloto da Flydubai planejou ataque suicida contra aeroporto em Israel

Procuradoria dos Emirados Árabes Unidos afirma que copiloto tentou sequestrar voo para colidir aeronave contra o Aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv, em 30 de setembro.

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Foto: Times Brasil
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09/10 às 14:31 · atualizado 18:02

Pontos principais

  • O copiloto, de 29 anos e nacionalidade omanense, confessou ter planejado um ataque suicida contra o terminal de passageiros do Aeroporto Ben Gurion.
  • O plano, inspirado nos atentados de 11 de setembro de 2001, visava causar a maior perda de vidas possível.
  • O agressor utilizou um machado de emergência para atacar o comandante durante o voo FZ1073, que seguia de Dubai para Tel Aviv.
  • A tripulação e os passageiros conseguiram conter o copiloto, permitindo que a aeronave realizasse um pouso de emergência na Arábia Saudita.
  • Investigações revelaram que o indivíduo realizou dois voos anteriores para Tel Aviv com o objetivo de se familiarizar com a rota e o aeroporto.
  • O procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad Saif al Shamsi, afirmou que o agressor agiu sozinho e passou por todas as verificações de segurança antes da contratação.
  • O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, determinou uma revisão rigorosa nos protocolos de segurança da aviação civil estrangeira com destino ao país.

O procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos, Hamad Saif al Shamsi, divulgou detalhes sobre um plano terrorista frustrado envolvendo um copiloto da companhia aérea Flydubai. Segundo as autoridades, o homem de 29 anos, de nacionalidade omanense, pretendia sequestrar o voo FZ1073, que realizava a rota entre Dubai e Tel Aviv no dia 30 de setembro, para colidir a aeronave contra o terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Ben Gurion.

De acordo com a investigação oficial, o agressor agiu de forma premeditada e inspirou-se nos atentados de 11 de setembro de 2001 para planejar a operação, com o objetivo declarado de causar o maior número possível de vítimas. O copiloto confessou ter realizado dois voos anteriores para a mesma localidade com o intuito de estudar a rota e o aeroporto. Durante o incidente, ele utilizou um machado de emergência para atacar o comandante da aeronave, mas foi contido pela tripulação e pelos passageiros antes de conseguir assumir o controle total do avião.

A aeronave, que transportava 174 passageiros, a maioria de nacionalidade israelense, conseguiu realizar um pouso de emergência em território saudita após a contenção do agressor. Embora o procurador-geral tenha ressaltado que o copiloto passou por todos os processos de verificação de segurança exigidos pela companhia antes de ser contratado, o episódio gerou uma resposta imediata das autoridades israelenses. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou uma revisão completa nos protocolos de segurança aplicados à aviação civil internacional que opera voos com destino a Israel.

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