Estudo aponta vídeos curtos e deepfakes como vetores de desinformação
Pesquisa do NetLab alerta para o papel de vídeos curtos na viralização de conteúdos falsos e o crescimento de deepfakes no Brasil.
Pontos principais
- Estudo do NetLab mapeou o fluxo de desinformação entre grupos fechados e redes sociais abertas.
- Vídeos curtos são identificados como o principal formato para a rápida disseminação de conteúdos enganosos.
- O Brasil concentrou 39% dos casos de deepfakes na América Latina durante o ano de 2025.
- Especialistas cobram maior transparência algorítmica e regulação para as Big Techs.
Pesquisadores do NetLab identificaram que a desinformação eleitoral segue um padrão de propagação, surgindo em grupos restritos de aplicativos como WhatsApp e Telegram antes de ganhar escala em plataformas abertas. O formato de vídeos curtos é apontado como o principal catalisador para a viralização desses conteúdos, facilitando o alcance de grandes audiências em redes como TikTok, Kwai e Instagram.
O cenário é agravado pelo avanço tecnológico, com dados da Agência Nacional de Proteção de Dados revelando que o Brasil respondeu por 39% dos casos de deepfakes na América Latina em 2025. Diante desse panorama, especialistas defendem a implementação de regras mais rígidas para as Big Techs e exigem maior transparência algorítmica para mitigar os riscos à integridade do debate público e aos processos democráticos.
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