Congresso da Espanha rejeita decreto habitacional e ameaça governo
O governo de Pedro Sánchez sofreu derrota legislativa sobre crise habitacional, o que pode forçar a convocação de eleições antecipadas no país.
Pontos principais
- O decreto foi rejeitado no Congresso espanhol por 178 votos.
- O partido separatista catalão Junts foi decisivo para a derrota da proposta.
- O pacote incluía a renovação automática de aluguéis e restrições a despejos.
- A instabilidade política gerada pelo revés pode levar à antecipação de eleições.
- A pressão popular cresceu após o despejo de uma idosa de 87 anos em Madri.
O Congresso da Espanha rejeitou um importante decreto do governo de Pedro Sánchez voltado ao combate da crise habitacional no país. A proposta, que recebeu 178 votos contrários, foi derrotada após o partido separatista catalão Junts decidir votar contra a medida, frustrando os planos do Executivo de implementar novas proteções aos inquilinos e limitar a atuação de fundos imobiliários no mercado nacional.
Este revés parlamentar coloca o governo em uma posição de fragilidade política, com analistas apontando que a derrota pode forçar o primeiro-ministro a convocar eleições antecipadas. A discussão ganhou urgência após protestos populares eclodirem em Madri, motivados pelo despejo de uma idosa de 87 anos, que posteriormente conseguiu retornar ao seu imóvel, evidenciando a tensão social em torno do acesso à moradia.
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