Protestos tomam cidades da Espanha após derrota de medidas habitacionais
Milhares de manifestantes exigem aluguéis acessíveis após o Congresso espanhol rejeitar decretos emergenciais do governo para conter a crise.
Pontos principais
- Mais de 50 protestos ocorreram em cidades como Madri, Valência e Barcelona.
- O governo de Pedro Sánchez falhou ao tentar aprovar dois decretos que restringiam fundos imobiliários.
- A revolta popular foi intensificada pelo despejo de uma idosa de 87 anos.
- O Banco da Espanha aponta um déficit de 700 mil moradias no país.
- Analistas discutem a possibilidade de eleições gerais antecipadas após a derrota legislativa.
Milhares de pessoas tomaram as ruas de diversas cidades espanholas, incluindo Madri e Barcelona, para exigir medidas urgentes contra a crise habitacional que afeta o país. A onda de manifestações foi desencadeada pela recente rejeição, no Congresso, de dois decretos-lei apresentados pelo governo de coalizão de Pedro Sánchez, que visavam restringir a atuação de fundos imobiliários e ampliar a proteção aos inquilinos.
A insatisfação popular ganhou força após o despejo de uma idosa de 87 anos, evento que simbolizou a precariedade do acesso à moradia. Com os preços dos aluguéis em alta de 8,5% em 2025 e um déficit habitacional estimado em 700 mil unidades, a derrota legislativa coloca o governo sob pressão. Analistas políticos agora avaliam se o impasse no Parlamento poderá resultar na convocação de eleições gerais antecipadas na Espanha.
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
Comentários
Carregando comentários...
