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Pedro Sánchez convoca eleições antecipadas na Espanha para 29 de novembro

Após derrota parlamentar em medidas habitacionais, o primeiro-ministro Pedro Sánchez dissolve o congresso e marca eleições gerais para o final de novembro.

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Foto: NYTimes World
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05/10 às 04:01 · atualizado 05:31

Pontos principais

  • Pedro Sánchez anunciou a dissolução das Cortes Generales e a convocação de eleições gerais.
  • O pleito nacional está oficialmente marcado para o dia 29 de novembro.
  • A decisão foi tomada após o governo sofrer derrotas em decretos emergenciais sobre habitação.
  • O governo minoritário não conseguiu aprovar medidas para reduzir despejos e a especulação imobiliária.
  • Protestos populares por moradia ocorreram em diversas cidades espanholas nas últimas semanas.
  • A indignação pública foi intensificada pelo despejo de uma idosa de 87 anos em Madrid.
  • Sánchez afirmou que os eleitores devem decidir o futuro do país e pediu uma maioria progressista mais ampla.

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anunciou a convocação de eleições gerais antecipadas para o dia 29 de novembro. A decisão, comunicada em pronunciamento oficial, ocorre após o governo minoritário sofrer uma derrota legislativa no Parlamento na última semana, quando oposição e aliados rejeitaram dois decretos emergenciais voltados ao combate da crise habitacional no país.

Os decretos rejeitados visavam implementar medidas rigorosas para reduzir despejos e conter a especulação imobiliária, temas que se tornaram o epicentro do descontentamento social na Espanha. A pressão sobre o governo aumentou significativamente após a realização de protestos em diversas cidades, motivados em parte pela repercussão do despejo de uma mulher de 87 anos em Madrid, evento que mobilizou milhares de cidadãos por melhores condições de acesso à moradia.

Em sua declaração institucional, Sánchez informou que convocará um Conselho de Ministros extraordinário para formalizar a dissolução das Cortes Generales. O líder socialista, que ocupa o cargo de primeiro-ministro desde 2018, defendeu que a população deve decidir o futuro político da nação e manifestou o desejo de obter uma maioria progressista mais sólida nas urnas para viabilizar reformas sociais que foram travadas pelo atual impasse parlamentar.

Além da crise habitacional, o governo de Sánchez enfrentava desafios crescentes relacionados à gestão migratória e a denúncias de corrupção envolvendo membros de seu círculo próximo. Com a dissolução do congresso, o cenário político espanhol entra em um período de campanha intensiva, onde a eficácia das políticas públicas e a estabilidade da coalizão governista serão os principais eixos de debate entre as forças políticas do país.

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