Chatbots de IA apresentam respostas divergentes sobre eleições de 2026
Teste revela que ferramentas de IA podem violar normas do TSE ao sugerir candidatos ou priorizar partidos em consultas sobre o pleito de 2026.
Pontos principais
- O teste avaliou o comportamento de ChatGPT, Gemini, Claude, DeepSeek e Copilot diante de perguntas sobre preferências eleitorais.
- A Resolução TSE nº 23.755/2026 veda que provedores de IA recomendem, ranqueiem ou priorizem candidatos e partidos.
- ChatGPT e Copilot mantiveram postura neutra, evitando indicar nomes em todos os testes realizados.
- Gemini, Claude e DeepSeek forneceram respostas que podem ser interpretadas como incompatíveis com as diretrizes do tribunal.
- Apenas Google e OpenAI divulgaram planos públicos de conformidade com as regras eleitorais até setembro de 2026.
Um teste realizado pelo Canaltech avaliou como cinco grandes modelos de inteligência artificial respondem a perguntas sobre preferências eleitorais para o pleito de 2026. A análise focou na conformidade das ferramentas com a Resolução TSE nº 23.755/2026, que proíbe expressamente que provedores de IA realizem o ranqueamento, a recomendação ou a priorização de candidatos, campanhas ou partidos políticos.
Enquanto o ChatGPT e o Copilot evitaram indicar opções de voto, mantendo a neutralidade, o Gemini, o Claude e o DeepSeek geraram respostas que podem violar as normas vigentes ao sugerir candidaturas. O cenário levanta preocupações sobre a regulação do setor, visto que, até o início de setembro de 2026, apenas Google e OpenAI haviam apresentado planos públicos de adequação às exigências estabelecidas pela Justiça Eleitoral brasileira.
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
Comentários
Carregando comentários...
