Argentina registra fechamento de 31 mil empresas sob gestão Milei
O encerramento de milhares de empresas na Argentina contrasta com o crescimento do PIB e levanta dúvidas sobre a sustentabilidade econômica do país.
Pontos principais
- Mais de 31 mil empresas encerraram atividades desde dezembro de 2023.
- A inflação anual caiu de 211% para 33,5% no período.
- O PIB argentino cresceu 2,2% no primeiro semestre de 2026.
- Setores de mineração e energia impulsionam a economia, enquanto comércio e indústria sofrem.
- O governo admite o aumento da informalidade no mercado de trabalho.
A economia argentina atravessa um período de contrastes sob a administração de Javier Milei, marcada pela queda expressiva da inflação e por um crescimento de 2,2% no PIB durante o primeiro semestre de 2026. Apesar dos indicadores macroeconômicos positivos, dados do Centro de Economia Política Argentina revelam que mais de 31 mil empresas encerraram suas atividades desde dezembro de 2023, evidenciando uma crise severa no setor produtivo interno.
O fechamento de negócios atinge principalmente o comércio e a indústria manufatureira, que enfrentam a queda no consumo, o aumento das tarifas de serviços públicos e a maior concorrência com produtos importados. Enquanto setores como mineração e agricultura sustentam a expansão econômica, o mercado de trabalho formal sofre retração, sendo substituído por uma crescente informalidade que gera incertezas sobre a sustentabilidade do modelo econômico atual.
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