Crise na indústria argentina pressiona governo Milei
O setor industrial argentino enfrenta fechamento de fábricas e perda de empregos, gerando críticas à política econômica de austeridade de Javier Milei.
Pontos principais
- Cerca de 90 mil empregos foram eliminados na indústria desde agosto de 2023.
- Dados apontam o fechamento de 30 mil empresas desde o início da gestão Milei.
- A produção manufatureira registrou queda de 5% entre junho e julho de 2026.
- O setor industrial opera atualmente com 40% de capacidade ociosa.
A indústria argentina atravessa um momento crítico, marcado pela perda de 90 mil postos de trabalho desde agosto de 2023 e pelo fechamento de 30 mil empresas desde a posse de Javier Milei. Dados oficiais revelam que a produção manufatureira recuou 5% entre junho e julho de 2026, deixando o setor com 40% de sua capacidade ociosa. Empresários apontam que a combinação de juros elevados, retração do consumo interno e a rápida abertura para importações tem inviabilizado a operação de diversas companhias locais.
Em contrapartida, o governo mantém a postura de austeridade e desregulamentação como pilares de sua gestão. O ministro da Economia, Luis Caputo, defende que a abertura econômica é essencial para aumentar a competitividade e proteger o poder de compra dos consumidores contra preços inflacionados. Enquanto a inflação apresenta trajetória de queda, a pressão social e política aumenta à medida que o modelo de Milei enfrenta dificuldades para conciliar a estabilidade macroeconômica com a preservação do parque industrial nacional.
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