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Gilmar Mendes mantém quebra de sigilo de ex-assessora de Flávio Bolsonaro

Ministro do STF negou pedido para anular quebra de sigilo de Danielle da Nobrega, investigada por suposta participação em esquema de rachadinha.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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29/09 às 15:15 · atualizado 15:45

Pontos principais

  • Gilmar Mendes manteve a quebra de sigilos bancário e fiscal de Danielle da Nobrega.
  • A investigada é viúva de Adriano da Nobrega, ex-PM apontado como chefe de milícia.
  • Danielle é acusada de atuar como funcionária fantasma no gabinete de Flávio Bolsonaro na ALERJ.
  • O MP do Rio denunciou o grupo em 2020 por crimes como peculato e lavagem de dinheiro.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Danielle da Nobrega. A medida, solicitada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, integra as investigações sobre um suposto esquema de "rachadinha" no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ). Danielle, que é viúva do ex-policial militar Adriano da Nobrega — morto em 2020 e apontado como líder de milícia na zona oeste carioca —, é acusada de ter atuado como funcionária fantasma no órgão parlamentar.

A decisão do ministro reafirma a validade das diligências autorizadas pela Justiça fluminense para apurar o desvio de salários de assessores. O caso ganhou notoriedade após investigações apontarem que Fabrício Queiroz centralizava a arrecadação de valores de diversos servidores do gabinete. Em 2020, o Ministério Público denunciou Flávio Bolsonaro, Queiroz e outros 15 investigados por crimes como organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita, mantendo o foco na apuração das irregularidades financeiras.

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