Goldman Sachs aponta Nubank como principal beneficiado pelo Desenrola 3.0
O novo programa Desenrola 3.0, que prevê a compra de dívidas pelo governo, deve favorecer bancos com alta exposição ao crédito sem garantia.
Pontos principais
- O Desenrola 3.0 permite que a União compre carteiras de dívidas com deságio de 90%.
- O programa foca em dívidas de até R$ 10 mil com atraso entre 720 e 1.645 dias.
- O governo reservou R$ 15 bilhões para adquirir até R$ 150 bilhões em dívidas.
- O Goldman Sachs destaca o Nubank como o banco mais beneficiado pela medida.
- A Medida Provisória 1.393/2026 precisa de aprovação do Congresso em até 120 dias.
O governo federal instituiu o programa Desenrola 3.0 por meio da Medida Provisória 1.393/2026, autorizando a União a realizar leilões para a compra direta de carteiras de dívidas inadimplentes. A iniciativa, que entrou em vigor em 25 de setembro de 2026, visa renegociar débitos de pessoas físicas de até R$ 10 mil, com atrasos que variam entre dois e quatro anos e meio. O governo estima um desembolso de R$ 15 bilhões para adquirir um volume de até R$ 150 bilhões em dívidas, exigindo um desconto mínimo de 90% por parte dos credores.
Em relatório recente, o Goldman Sachs avaliou que o programa deve beneficiar principalmente instituições financeiras com maior exposição ao crédito sem garantia, como cartões e empréstimos pessoais. Segundo os analistas, o Nubank surge como o principal favorecido devido à composição de sua carteira de crédito. Embora a medida ofereça um alívio para o sistema bancário, o banco de investimento ressalta que o setor ainda enfrenta riscos regulatórios, incluindo possíveis alterações no fator de ponderação de risco para cartões de crédito por parte do Banco Central.
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