O que é o Nubank
O Nubank é a maior instituição financeira digital do Brasil e opera sob a holding Nu Holdings Ltd., companhia aberta com ações negociadas na Bolsa de Nova York (NYSE) sob o código NU e BDRs na B3 sob o código ROXO34. A empresa atende clientes no Brasil, no México e na Colômbia — e, desde setembro de 2026, nos Estados Unidos —, com um modelo sem agências: conta, cartão, crédito, investimentos e seguros são contratados e geridos pelo aplicativo.
No segundo trimestre de 2026, a companhia informou ter cerca de 139 milhões de clientes nos três países — aproximadamente 118 milhões no Brasil, 15,8 milhões no México e mais de 5 milhões na Colômbia.
História e origem
O Nubank foi fundado em 6 de maio de 2013, em São Paulo, por David Vélez, Cristina Junqueira e Edward Wible. Vélez, colombiano, era sócio da Sequoia Capital e responsável pelo grupo de investimentos da gestora na América Latina antes de criar a empresa. A tese de origem era simples: cinco bancos concentravam a maior parte do mercado brasileiro e cobravam tarifas altas por produtos financeiros básicos.
O primeiro produto foi um cartão de crédito Mastercard internacional sem anuidade, gerenciado inteiramente pelo celular. A primeira transação ocorreu em 1º de abril de 2014.
Marcos seguintes:
- Rodadas iniciais com Sequoia Capital, Kaszek Ventures e Nicolas Berggruen; Série B liderada pela Tiger Global em junho de 2015; aporte de US$ 180 milhões da Tencent em outubro de 2018.
- Maio de 2019: entrada no México.
- Novembro de 2020: anúncio da operação na Colômbia.
- Aquisições em 2020: Plataformatec (janeiro), Cognitect (julho) e a corretora Easynvest (setembro).
- Dezembro de 2021: IPO na NYSE.
- Janeiro de 2026: aprovação condicional do OCC para criar um banco nacional nos Estados Unidos.
- Setembro de 2026: início da operação nos Estados Unidos, por meio de banco parceiro.
O Nubank é um banco? Licenças e regulação
Resposta curta: em agosto de 2026, não. O Nubank ainda não tem licença de banco no Brasil. Já assinou a compra de um banco para conseguir uma, mas o negócio depende de aprovação do Banco Central e não foi concluído.
O grupo opera hoje com três autorizações, nenhuma delas de banco:
- Instituição de Pagamento (IP) — a Nu Pagamentos, que responde pela conta e pelo cartão.
- Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (SCFI, a "financeira") — a Nu Financeira, que empresta.
- Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (CTVM) — a estrutura de investimentos herdada da Easynvest.
Na prática, esse conjunto cobre quase tudo que um banco de varejo faz, e o Banco Central supervisiona o grupo como conglomerado prudencial. O que falta é o enquadramento jurídico de banco — e, com ele, a captação de depósito à vista, a conta corrente clássica, que as outras licenças não permitem.
Por que virar banco agora
Em novembro de 2025, o Banco Central e o Conselho Monetário Nacional editaram a Resolução Conjunta nº 17, que proibiu instituição regulada de usar — no nome empresarial, no nome fantasia, na marca ou no domínio de internet — termo que sugira atividade para a qual não tenha autorização. Sem licença de banco, "Nubank" não poderia continuar se chamando Nubank. O prazo de adequação termina em novembro de 2026.
A companhia comunicou ao mercado em 3 de dezembro de 2025 que buscaria a licença. Em 20 de julho de 2026, anunciou o caminho escolhido: a aquisição de 100% do Banco Porto Real de Investimentos, instituição fundada em 1992 em Porto Real (RJ) e voltada a crédito para o atacado. É uma compra de licença, não de carteira — o Porto Real reportou ao BC R$ 32,1 milhões em ativos em março de 2026, valor irrelevante diante do balanço do comprador. David Vélez já havia dito publicamente que, se comprasse um banco, seria "algo pequeno, principalmente pela licença".
A operação ainda aguarda aprovação do Banco Central. Só quando for aprovada a licença bancária se soma às outras três dentro do conglomerado prudencial.
O que muda e o que não muda
- Para os cerca de 115 milhões de clientes no Brasil, nada muda: aplicativo, produtos, serviços, marca e nome seguem os mesmos.
- Segundo o Nubank, a nova licença não impõe exigência adicional de capital ou liquidez.
- A legislação brasileira não obriga um banco a manter agências físicas — as exigências se concentram em capital mínimo, governança, conformidade e solidez financeira.
- Tributação: desde 1º de abril de 2026, a Lei Complementar nº 224/2025 cobra CSLL por tipo de instituição — 20% para bancos, 17,5% para SCFI (20% a partir de 2028), 12% para instituições de pagamento (15% a partir de 2028) e 9% para as demais empresas. A alíquota incide sobre cada empresa do grupo, não sobre o conglomerado, então o efeito depende de onde o lucro é registrado.
Produtos e serviços
O portfólio do Nubank é organizado em torno da conta digital e do cartão de crédito, e se estendeu ao longo dos anos para:
- Conta e Caixinhas — conta de pagamento com reservas remuneradas.
- Cartão de crédito e débito — sem anuidade na versão básica.
- Crédito pessoal e financiamentos — a carteira total de crédito somava US$ 39,4 bilhões no 2º trimestre de 2026, alta de 37% em um ano, dos quais cerca de US$ 26 bilhões em cartão de crédito.
- Investimentos — via a estrutura herdada da Easynvest.
- Seguros, Nu Travel e serviços para empresas.
Os depósitos totais somavam US$ 45,3 bilhões no 2º trimestre de 2026.
Planos e cartões: Nu, Croma e Ultravioleta
Além do cartão sem anuidade, o Nubank mantém dois níveis pagos.
Nubank Croma
Anunciado em 28 de julho de 2026, o Croma é o nível intermediário, voltado à média renda e posicionado entre o cartão gratuito e o Ultravioleta. Custa R$ 39 por mês, com isenção para gastos acima de R$ 4 mil no cartão Mastercard Platinum. Oferece 0,8% de cashback em todas as compras no crédito ou, como alternativa, 1,4 ponto por dólar gasto, transferível para programas de fidelidade como LATAM Pass, Azul Fidelidade e Smiles. Há ainda 5% de cashback em 28 plataformas de streaming, mobilidade e delivery — entre elas Netflix, Spotify, YouTube Premium, iFood Club, Uber One, Disney+ e Prime Video — e Caixinha rendendo 120% do CDI. O plano anterior, Nubank+, será descontinuado gradualmente, com a base migrando para o Croma.
Nubank Ultravioleta
O nível premium custa R$ 89 por mês, com isenção para quem gasta mais de R$ 8 mil por mês no cartão de crédito ou mantém R$ 50 mil ou mais guardados e investidos no Nubank. Não há exigência formal de renda mínima: a elegibilidade é definida por análise de crédito automática.
Benefícios divulgados pela empresa:
- 1,25% de cashback ou, alternativamente, a partir de 2,2 pontos por dólar gasto, sem prazo de expiração.
- Cartão Mastercard Black sem IOF em compras internacionais e spread de câmbio reduzido de 3,5%.
- 4 acessos anuais a salas VIP pelo Priority Pass (mais de 1.700 salas) e acesso ilimitado ao lounge Ultravioleta no Aeroporto de Guarulhos.
- 2,2 milhas LATAM Pass por dólar, com 10% de bônus em transferências automáticas, e transferência de pontos para LATAM, Azul ou Gol.
- Até 9 pontos por dólar ou 5% de cashback em passagens e hotéis pelo Nu Travel.
Transferência de pontos para a Livelo
Desde 28 de setembro de 2026, clientes do Ultravioleta e do Croma podem transferir pontos para a Livelo, programa de fidelidade com mais de 600 parceiros, na paridade de 1 para 1 e sem mínimo de transferência. Até 12 de outubro de 2026, transferências acima de mil pontos de clientes Ultravioleta recebem 10% de bônus, limitado a 50 mil pontos por CPF.
O Nubank tem maquininha?
Não no formato tradicional. Para clientes pessoa jurídica, a empresa oferece o Tap to Pay do Nu Empresas, lançado em maio de 2022: o próprio celular funciona como maquininha, e o cliente aproxima o cartão do aparelho para pagar. A cobrança é iniciada dentro do aplicativo, aceita crédito e débito de bandeiras Mastercard e Visa, e o valor cai diretamente na conta PJ — sem equipamento físico e sem custo de adesão.
Lucro e resultados financeiros
Em 13 de agosto de 2026, a Nu Holdings divulgou os resultados do segundo trimestre de 2026 e ultrapassou, pela primeira vez, a marca de US$ 1 bilhão de lucro líquido em um único trimestre: US$ 1,06 bilhão, alta de 49% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Outros números do trimestre:
| Indicador | 2T26 |
|---|---|
| Lucro líquido | US$ 1,06 bilhão (+49% a/a) |
| Receita líquida | US$ 5,88 bilhões (+39% a/a) |
| Carteira de crédito | US$ 39,4 bilhões (+37% a/a) |
| Depósitos | US$ 45,3 bilhões |
| Clientes | ~139 milhões |
| ROE | 33% |
| Receita média por cliente ativo | US$ 17 |
| Inadimplência (15–90 dias) | 4,8% |
| Custo de crédito | US$ 1,69 bilhão |
Após o anúncio, as ações subiram cerca de 9% no after-market em Nova York, para perto de US$ 15,25.
A empresa também informou que seu modelo próprio de inteligência artificial, o NuFormer, já opera em três carteiras de crédito e responde por mais de 60% das conversas de atendimento no Brasil. No México, o lançamento do banco em agosto de 2026 tornou a operação a maior do país no segmento digital, com relação empréstimo/depósito ainda baixa — em torno de 35%.
Inteligência artificial no Nubank
Em 16 de setembro de 2026, durante o evento Vale do Silício @Brasil, em São Paulo, David Vélez detalhou em conversa com Fábio Coelho, presidente do Google no Brasil, como a companhia reorganizou suas operações em torno da inteligência artificial generativa.
Segundo Vélez, o Nubank mapeou cerca de 120 processos internos para redesenhá-los com a IA no centro — de procedimentos de KYC ("conheça seu cliente") e modelos de crédito à forma como as equipes desenvolvem produtos e trabalham com design. "Os nossos 10 mil funcionários estão refundando o Nubank com IA", afirmou.
A virada não foi imediata. A empresa já usava machine learning e experimentou os primeiros modelos generativos, mas encontrou limitações na engenharia, em parte pela linguagem de programação Clojure, usada internamente: em outubro de 2025, a avaliação era de que os modelos disponíveis ainda não atendiam às necessidades da companhia. O ponto de inflexão veio com o Claude Opus 4.6, e em fevereiro de 2026 a direção acionou o que Vélez chamou de "código vermelho" — um plano para reinventar a organização inteira. Entre as iniciativas próprias está o desenvolvimento de um modelo fundacional para análise de crédito, apoiado na base de dados e no histórico de análises de clientes da empresa.
A resistência interna, segundo o executivo, apareceu primeiro justamente nas áreas mais técnicas, e cedeu conforme os modelos passaram a entregar resultados úteis. O caso de uso mais intenso dentro da fintech, disse Vélez, não veio da engenharia nem de uma área de produto, mas do time de auditoria interna.
Sobre o efeito no quadro de funcionários, Vélez afirmou que a empresa optou por produzir mais mantendo o time e seguir contratando, em vez de fazer o mesmo trabalho com menos gente — mensagem que também serviu para reduzir o receio interno de cortes. "A IA não vai tirar o seu emprego. Um humano usando IA que vai", disse. A companhia oferece tokens ilimitados para que as equipes experimentem as ferramentas. Para ele, a difusão da IA será "de 10 a 100 vezes mais rápida" que a dos smartphones, e o custo de ser incumbente, muito maior.
Operação nos Estados Unidos
Em 30 de setembro de 2025, a Nu Holdings pediu ao OCC (Office of the Comptroller of the Currency, o regulador federal dos bancos americanos) autorização para criar um banco nacional, o Nubank, N.A., com sede proposta em McLean, na Virgínia. O OCC concedeu aprovação preliminar condicional em 29 de janeiro de 2026, 121 dias depois do pedido. A licença definitiva ainda depende do aval do Federal Reserve e do FDIC (o fundo garantidor de depósitos americano) e do cumprimento das condições do regulador, entre elas capital inicial de pelo menos US$ 504 milhões. Pelas regras da aprovação, o banco precisa ser capitalizado em até 12 meses e abrir em até 18 meses, ou a autorização expira.
A operação americana é comandada pela cofundadora Cristina Junqueira, que se mudou para os Estados Unidos. Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central do Brasil, preside o conselho do banco. A empresa planeja bases em Miami, na região da baía de São Francisco, no norte da Virgínia e no Research Triangle, na Carolina do Norte.
Sem esperar a licença própria, o Nubank começou a operar no país em 10 de setembro de 2026, num evento em Miami, por meio de um banco parceiro: os depósitos ficam no Lead Bank, de Kansas City, segurado pelo FDIC. A estreia trouxe a Nu Account, com rendimento de 3,50% ao ano sobre todo o saldo, cartão de débito de metal e transferências sem tarifa para Brasil, México e Colômbia; um cartão de crédito sem anuidade com 1,5% de cashback; e o Nu Global, conta em várias moedas para movimentar dinheiro sem tarifa entre mais de 35 países. Segundo Junqueira, o banco próprio deve começar a funcionar em 2027.
Especulação sobre a compra do Monzo
Em 26 de setembro de 2026, a Sky News noticiou que a Nu Holdings estava em conversas iniciais para comprar o Monzo, banco digital britânico, num negócio que avaliaria a empresa entre £ 8 bilhões e £ 10 bilhões, provavelmente pagos em dinheiro e ações. Segundo a reportagem, a venda é uma das opções que o conselho do Monzo analisa, ao lado de uma nova rodada de captação a uma avaliação acima de £ 8 bilhões para financiar a expansão na Europa continental. O Monzo contratou Morgan Stanley e Qatalyst como assessores. O Nubank não confirmou as conversas: em nota, disse que "não comenta rumores ou especulações".
O Monzo tem 16 milhões de clientes (15 milhões pessoas físicas e 1 milhão empresas) e reportou receita de £ 1,7 bilhão (+39%) e lucro antes de impostos ajustado de £ 172,6 milhões (+20%) em seu último exercício. Em outubro de 2024, havia sido avaliado em £ 4,5 bilhões. O Nubank não tem operação no Reino Unido nem no restante da Europa.
A reação do mercado foi negativa (ver a seção de ações abaixo). Entre os analistas, Gustavo Schroden, do Citi, chamou o negócio de potencialmente "transformacional", pela diversificação para um mercado desenvolvido. Marcelo Mizrahi, do Bradesco, avaliou que a compra desviaria o foco da expansão no México e nos Estados Unidos e sairia cara, entre 93 e 116 vezes o lucro. O JPMorgan também citou o preço e o risco de distração operacional; o UBS BB viu coerência com a estratégia de expansão global, mas ressaltou que o Monzo é menos voltado ao crédito do que o Nubank.
Em 30 de setembro de 2026, a Nu Holdings desmentiu o negócio em comunicado enviado à SEC, a comissão de valores mobiliários dos Estados Unidos. A empresa disse que, como regra, não comenta oportunidades específicas, mas que, "diante da extensão da especulação recente na imprensa", esclarecia que, "embora tenhamos grande respeito pelo Monzo, a companhia não está buscando uma transação com o Monzo". No mesmo texto, afirmou seguir focada em aprofundar a posição no Brasil, escalar os negócios no México e na Colômbia e construir presença nos Estados Unidos. As ações subiram cerca de 6% no after-market da Bolsa de Nova York, a US$ 13,43, recuperando parte da queda do início da semana.
Segundo o Financial Times, que ouviu pessoas a par das conversas, as negociações de fato existiram e fracassaram por divergência de preço: o Monzo pedia uma avaliação de até £ 10 bilhões, e o Nubank preferiu concentrar-se no mercado doméstico e nos Estados Unidos. Em 2 de outubro de 2026, o jornal informou que o Monzo passou a negociar com os fundos de private equity CVC e Advent International a venda de uma participação de até 15%, agora sua opção preferida.
Ações: NU na NYSE e ROXO34 na B3
O IPO ocorreu em dezembro de 2021, com as ações classe A precificadas a US$ 9 em uma oferta de 289 milhões de papéis, avaliando a companhia em mais de US$ 45 bilhões.
No Brasil, os recibos começaram a ser negociados como BDRs Nível III sob o código NUBR33, formato que permitiu a distribuição gratuita de recibos a clientes elegíveis pelo programa NuSócios. Em 2023 houve conversão para BDRs Nível I não patrocinados, negociados sob o código ROXO34; negócios com os BDRs Nível III foram permitidos até 11 de agosto de 2023.
Em 16 de setembro de 2026, o Itaú BBA rebaixou a recomendação para o papel de outperform (equivalente a compra) para market perform (neutra) e cortou o preço-alvo para o fim de 2027 de US$ 20 para US$ 18 por ação na NYSE. Os analistas seguem vendo a fintech como vencedora de longo prazo e esperam resultados sólidos no curto prazo, mas projetam desaceleração do crescimento em 2027, citando um ambiente mais difícil para o consumidor brasileiro, a redução de estímulos governamentais, o amadurecimento da carteira de crédito pessoal, os investimentos exigidos pela expansão nos Estados Unidos e a possibilidade de o Banco Central adotar medidas macroprudenciais sobre linhas de crédito mais caras para as famílias. A casa reduziu em 8% sua estimativa de lucro para 2027, ficando cerca de 15% abaixo do consenso de mercado.
Em 28 de setembro de 2026, primeiro pregão após a notícia sobre o Monzo, as ações chegaram a cair cerca de 10% na Bolsa de Nova York, a US$ 12,23. Com a queda, o valor de mercado da companhia ficou perto de US$ 60 bilhões, e o papel acumulava baixa de 21% em doze meses. Dois dias depois, com o desmentido da compra, o papel subiu cerca de 6% no after-market.
No mesmo dia, o Goldman Sachs apontou o Nubank como o potencial maior beneficiado entre os bancos que cobre pelo Desenrola 3.0, programa de renegociação de dívidas lançado por medida provisória em 25 de setembro de 2026, em que o governo passa a comprar carteiras de dívidas vencidas há cerca de dois a quatro anos e meio, com desconto mínimo de 90%. O motivo é a concentração da carteira em crédito sem garantia: cerca de 64% em cartão e 25% em empréstimo pessoal no 2º trimestre de 2026. O relatório, assinado por Tito Labarta, Tiago Binsfeld e Juliana Ohara, ressalva que a discussão regulatória sobre elevar o peso de risco do cartão de crédito poderia afetar o Nubank de forma desproporcional.
Trabalhar no Nubank: vagas e programa de estágio
O Nubank mantém escritórios nas regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, e divulga vagas em sua própria página de carreiras.
O Programa de Estágio 2027 abriu 50 vagas com foco em inteligência artificial. As inscrições vão de 17 a 30 de agosto de 2026, pelo site estagio.nubank.com.br, com início das atividades previsto para janeiro de 2027. Podem se candidatar estudantes de qualquer curso superior (bacharelado, licenciatura ou tecnólogo) em universidade brasileira, com formatura prevista entre julho de 2028 e julho de 2029. A jornada é de 30 horas semanais em modelo híbrido — três dias presenciais e dois em home office — com mentoria técnica dedicada e acompanhamento trimestral.
Escritórios: o que é o Nubank Spark
O Spark é um dos escritórios do Nubank em São Paulo, na Vila Leopoldina, com cerca de 10 mil metros quadrados instalados em um antigo galpão industrial reformado. O espaço é usado sobretudo para eventos, treinamentos e encontros de times sob o modelo híbrido, e inclui salas de reunião reserváveis, cabines acústicas, biblioteca de negócios e tecnologia, sala de jogos, área pet-friendly, vestiários e um terraço aberto.
Atendimento: telefone e canais oficiais
Os canais oficiais divulgados pela empresa são:
- Chat no aplicativo — disponível 24 horas por dia, sete dias por semana; é o caminho indicado pela própria empresa para atendimento imediato.
- Telefone (capitais e regiões metropolitanas): 4020 0185.
- Telefone (demais localidades): 0800 591 2117.
- Do exterior: +55 11 3090 2922.
- Ouvidoria: 0800 887 0463, em dias úteis das 8h às 18h — canal destinado a quem já tentou resolver o problema pelo SAC sem solução satisfatória.
A empresa também oferece atendimento em Libras de segunda a sexta, das 8h às 20h, e um portal "Me Roubaram" para bloqueio imediato da conta em caso de roubo do aparelho.
Perguntas frequentes
O Nubank é um banco? Em agosto de 2026, não. O grupo opera com licenças de instituição de pagamento, financeira (SCFI) e corretora — nenhuma delas de banco, embora na prática ofereça quase tudo que um banco de varejo oferece. Em 20 de julho de 2026 anunciou a compra do Banco Porto Real de Investimentos justamente para incorporar uma licença bancária, operação que ainda depende de aprovação do Banco Central. O prazo é novembro de 2026, quando vence a adequação à Resolução Conjunta nº 17 do BC e do CMN, que restringe os termos "banco" e "bank" a instituições autorizadas.
Quanto o Nubank lucrou no último trimestre divulgado? US$ 1,06 bilhão no segundo trimestre de 2026, alta de 49% em um ano — o primeiro trimestre da companhia acima de US$ 1 bilhão de lucro líquido.
Quem fundou o Nubank? David Vélez, Cristina Junqueira e Edward Wible, em 6 de maio de 2013, em São Paulo.
O Nubank tem maquininha? Não há maquininha física. Clientes PJ usam o Tap to Pay do Nu Empresas, que transforma o celular em terminal de aproximação.
O Nubank tem milhas? Sim, nos planos pagos. O Croma oferece 1,4 ponto por dólar e o Ultravioleta a partir de 2,2 pontos por dólar, com transferência para LATAM Pass, Azul Fidelidade, Smiles e, desde 28 de setembro de 2026, Livelo.
O Nubank funciona nos Estados Unidos? Sim, desde 10 de setembro de 2026, por meio do banco parceiro Lead Bank, com conta remunerada, cartão de crédito e transferências internacionais. A licença de banco nacional própria, o Nubank, N.A., recebeu aprovação condicional do OCC em 29 de janeiro de 2026 e ainda aguarda o Federal Reserve e o FDIC.
Qual o código das ações do Nubank? NU na Bolsa de Nova York e ROXO34 na B3, na forma de BDR.
Notícias relacionadas
Monzo busca novos investidores após Nubank desistir de aquisição
2 de out, 2026
Monzo busca capital de private equity após fim de negociação com Nubank
2 de out, 2026
Nubank encerra negociações para compra do banco digital Monzo
1 de out, 2026
Nubank inicia expansão para o mercado dos Estados Unidos
1 de out, 2026
David Vélez aconselha empreendedores a priorizar cultura sobre valuation
30 de set, 2026
