Seis sistemas hospitalares dos EUA encerram tratamentos trans para menores
Hospitais dos EUA suspendem tratamentos de afirmação de gênero para menores após investigações federais sobre supostas fraudes em cobranças.
Pontos principais
- Sistemas como NYU Langone e UPMC firmaram acordos com o governo federal para encerrar investigações.
- O Departamento de Justiça acusa as instituições de usar códigos de diagnóstico falsos para obter reembolsos.
- O governo Trump proibiu o Medicaid de cobrir tratamentos de afirmação de gênero para menores a partir de 2026.
- Hospitais negam irregularidades e afirmam que os acordos visam evitar litígios prolongados.
Seis grandes sistemas hospitalares nos Estados Unidos concordaram em interromper tratamentos de afirmação de gênero para menores de 18 anos. A decisão ocorre após investigações federais, iniciadas sob diretrizes do governo de Donald Trump, acusarem as instituições de fraude na cobrança de procedimentos junto a planos de saúde e ao Medicaid. Entre os envolvidos estão o NYU Langone e o Centro Médico da Universidade de Pittsburgh, que aceitaram pagar multas milionárias para encerrar os processos.
Embora os hospitais neguem qualquer irregularidade e aleguem que os acordos servem apenas para evitar custos judiciais, o cenário reflete uma mudança na política de saúde pública americana. Além das investigações, o governo federal estabeleceu que o Medicaid deixará de cobrir tais tratamentos para menores a partir de outubro de 2026. Apesar de decisões judiciais em alguns estados terem tentado proteger prontuários médicos, a pressão federal resultou na suspensão dos serviços em diversas redes hospitalares de referência.
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