Sobreviventes de Epstein processam governo dos EUA por vazamento de dados
Vítimas de abusos acionam a Justiça após falhas de anonimização em documentos do Departamento de Justiça exporem dados sensíveis na internet.
Pontos principais
- O Departamento de Justiça dos EUA divulgou documentos sobre o caso Epstein com falhas graves na proteção de identidades.
- Dados sensíveis, como endereços de e-mail e áudios, foram expostos, colocando sobreviventes e testemunhas em risco.
- O Escritório do Inspetor-Geral do DOJ iniciou uma auditoria para investigar as falhas no processo de divulgação dos registros.
- Parlamentares propuseram a Lei de Transparência dos Arquivos Epstein II para permitir que vítimas processem o governo por danos.
- O estado do Novo México também move ação contra o governo federal para acessar arquivos não censurados sobre o caso.
Sobreviventes de abusos cometidos por Jeffrey Epstein iniciaram uma batalha judicial contra o governo dos Estados Unidos e o Google após a exposição indevida de informações pessoais em documentos públicos. O Departamento de Justiça (DOJ) liberou centenas de milhares de arquivos relacionados ao caso, mas falhas críticas na anonimização permitiram que dados sensíveis, incluindo nomes, endereços e registros de áudio, fossem acessados online. Uma análise revelou que, mesmo meses após a divulgação, informações que deveriam ser sigilosas permaneciam disponíveis, gerando riscos diretos às vítimas e testemunhas. Em resposta, o Escritório do Inspetor-Geral do DOJ abriu uma auditoria interna para apurar as responsabilidades. Paralelamente, o estado do Novo México move uma ação judicial separada para exigir acesso a arquivos não censurados, alegando que o governo federal tem dificultado investigações estaduais sobre crimes ocorridos no Zorro Ranch.
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