Reajuste do salário mínimo impactará R$ 54,6 bi nas contas da Previdência
O aumento do salário mínimo para R$ 1.741 em 2027 terá um custo fiscal superior ao reajuste do Bolsa Família, segundo análise econômica.
Pontos principais
- O reajuste do salário mínimo para R$ 1.741 em 2027 custará R$ 54,6 bilhões à Previdência Social.
- O aumento do piso do Bolsa Família para R$ 691, em outubro de 2026, terá impacto de R$ 23,1 bilhões.
- Cerca de 68,4% dos benefícios do INSS são atrelados ao valor do salário mínimo.
- Especialistas apontam a desindexação da Previdência como medida urgente para o equilíbrio fiscal.
O reajuste do salário mínimo para R$ 1.741, previsto para 2027, deve gerar um impacto de R$ 54,6 bilhões aos cofres da Previdência Social em um período de 12 meses. O valor supera significativamente o custo do reajuste do Bolsa Família, que terá o piso elevado para R$ 691 em outubro de 2026, representando um gasto adicional de R$ 23,1 bilhões ao orçamento público.
A pressão sobre as contas públicas ocorre porque aproximadamente 68,4% dos benefícios pagos pelo INSS são diretamente atrelados ao salário mínimo. Diante desse cenário, o economista José Alfaix avalia que a desindexação da Previdência em relação ao salário mínimo é uma medida fiscal mais urgente e necessária do que a revisão dos gastos com programas sociais como o Bolsa Família.
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