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Governo reajusta Bolsa Família em 15,04% com impacto de R$ 5,8 bi

O governo federal elevou o piso do Bolsa Família para R$ 691, com pagamentos a partir de 19 de outubro e impacto fiscal de R$ 5,8 bilhões em 2026.

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Foto: x.com
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17/09 às 11:45 · atualizado 13:32

Pontos principais

  • O valor mínimo do benefício subiu de R$ 600 para R$ 691, um reajuste de 15,04%.
  • O pagamento médio por família passará de R$ 675 para R$ 777.
  • O impacto orçamentário estimado é de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027.
  • O reajuste foi oficializado pelo Decreto nº 13.120, assinado pelo presidente Lula.
  • A correção reflete a variação acumulada do INPC entre março de 2023 e agosto de 2026.
  • O governo afirma que o aumento será custeado por remanejamento de recursos e combate a fraudes.
  • Os novos valores começam a ser pagos a partir de 19 de outubro.

O governo federal anunciou um reajuste de 15,04% nos valores do Bolsa Família, conforme estabelecido pelo Decreto nº 13.120, de 17 de setembro de 2026. A medida eleva o piso do benefício de R$ 600 para R$ 691 e ajusta os valores de diversas modalidades, como o Benefício de Renda de Cidadania e o Benefício Primeira Infância, com base na variação acumulada do INPC entre março de 2023 e agosto de 2026. O pagamento com os novos valores terá início no dia 19 de outubro.

De acordo com a equipe econômica, o impacto financeiro da medida será de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de R$ 22 bilhões em 2027. O governo assegurou que o aumento será absorvido pelo Orçamento por meio de remanejamento de recursos e ações de combate a fraudes, sem a necessidade de elevar o limite global de despesas ou recorrer a medidas excepcionais. O Ministério da Fazenda reforçou que o ajuste fiscal atual permite a recomposição do poder de compra das famílias sem comprometer as metas de resultado primário.

O anúncio ocorre a 17 dias do primeiro turno das eleições presidenciais, em um cenário de disputa política acirrada. Enquanto o governo defende a medida como uma recomposição necessária para proteger a renda dos beneficiários, o mercado financeiro monitora os desdobramentos fiscais da decisão. A implementação do novo valor busca garantir a continuidade do suporte a cerca de 19 milhões de famílias atendidas pelo programa em todo o país.

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