Reajuste do Bolsa Família eleva estimativa de déficit fiscal para R$ 80,9 bi
Governo federal ajusta orçamento de 2026 para incluir novos valores do Bolsa Família, elevando a projeção de déficit fiscal para 0,59% do PIB.
Pontos principais
- O piso do Bolsa Família subirá de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro.
- O valor médio do benefício passará de R$ 675 para R$ 777.
- O impacto orçamentário do reajuste para 2026 é de R$ 5,8 bilhões.
- A estimativa de déficit fiscal subiu de R$ 52 bilhões para R$ 80,9 bilhões.
- O governo liberou R$ 15,5 bilhões de bloqueios, mas aplicou um novo contingenciamento de R$ 13,6 bilhões.
O governo federal anunciou um ajuste no orçamento de 2026 para acomodar o reajuste do Bolsa Família, que elevará o piso do benefício para R$ 691 e o valor médio para R$ 777 a partir de outubro. A medida, que custará R$ 5,8 bilhões aos cofres públicos neste ano, resultou em uma revisão na estimativa de déficit fiscal, que saltou de R$ 52 bilhões para R$ 80,9 bilhões, representando 0,59% do PIB.
Para equilibrar as contas e manter o cumprimento da meta fiscal, o Ministério do Planejamento realizou uma movimentação orçamentária que incluiu a liberação de R$ 15,5 bilhões de bloqueios anteriores, compensada por um novo contingenciamento de R$ 13,6 bilhões. Apesar da liberação técnica de R$ 1,9 bilhão, a pasta esclareceu que o montante não estará disponível para gastos discricionários dos ministérios, mantendo o foco no controle das despesas públicas.
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