Fiemg critica reajuste de 15,04% no Bolsa Família por riscos fiscais
Entidade empresarial questiona impacto de R$ 22,7 bilhões do novo Bolsa Família e aponta falta de transparência sobre o financiamento da medida.
Pontos principais
- O governo federal elevou o piso do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691.
- A medida gera um impacto fiscal de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22,7 bilhões em 2027.
- A Fiemg alertou para riscos de aumento no endividamento público e juros elevados.
- O anúncio, feito próximo às eleições, enfrenta questionamentos no TSE e no TCU.
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) manifestou preocupação com o recente reajuste de 15,04% no Bolsa Família, anunciado pelo governo federal. A entidade criticou a falta de transparência quanto às fontes de financiamento do benefício, que elevará o piso de R$ 600 para R$ 691, e alertou para os riscos fiscais decorrentes do aumento das despesas obrigatórias.
Segundo o economista-chefe da Fiemg, João Gabriel Pio, a medida pode pressionar o endividamento público, elevar as taxas de juros e reduzir a capacidade de investimento do país a longo prazo. O governo, por sua vez, defende que o reajuste é uma recomposição inflacionária pelo INPC e sustenta que o gasto está previsto no Orçamento, embora a decisão enfrente contestações judiciais no Tribunal Superior Eleitoral e pedidos de suspensão pelo Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União devido ao momento do anúncio, realizado a 17 dias do primeiro turno das eleições.
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