Fiemg critica reajuste de 15,04% no Bolsa Família por riscos fiscais
Federação mineira alerta que aumento no benefício social pode elevar endividamento público e reduzir a capacidade de investimentos no país.
Pontos principais
- O governo federal anunciou um reajuste de 15,04% no valor do Bolsa Família.
- A estimativa do Ministério da Fazenda é de um custo de R$ 22,7 bilhões entre 2027 e 2028.
- A Fiemg questionou a falta de transparência sobre as fontes de financiamento da medida.
- Economistas alertam para possíveis impactos negativos em juros e na sustentabilidade fiscal a longo prazo.
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) manifestou preocupação com o reajuste de 15,04% concedido ao Bolsa Família pelo governo federal. A entidade questionou a viabilidade da medida, especialmente por ter sido anunciada em um período eleitoral, e cobrou maior clareza sobre a origem dos recursos necessários para cobrir o aumento das despesas públicas.
Segundo projeções do Ministério da Fazenda, o impacto financeiro da decisão deve atingir R$ 22,7 bilhões entre 2027 e 2028. O economista-chefe da Fiemg, João Gabriel Pio, alertou que o aumento nos gastos pode pressionar o endividamento do país, elevar as taxas de juros e comprometer a capacidade de investimentos futuros. A federação reforçou que a sustentabilidade fiscal é essencial para garantir a estabilidade econômica e evitar desequilíbrios nas contas públicas a longo prazo.
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