Estudo da FGV sugere ajustes estruturais no Bolsa Família
Pesquisa aponta que reajuste de 15% no benefício deve ser aliado a políticas de inclusão produtiva para reduzir a pobreza de forma sustentável.
Pontos principais
- O reajuste de 15% eleva o piso mensal do Bolsa Família de R$ 600 para R$ 691.
- A medida tem potencial para retirar 1,39 milhão de pessoas da faixa de extrema pobreza.
- Especialistas defendem a articulação do programa com educação e qualificação profissional.
- O estudo alerta para a necessidade de revisar o limite de elegibilidade de R$ 218 mensais.
O reajuste de 15% no Bolsa Família, anunciado em 17 de setembro, elevará o piso mensal das famílias beneficiárias de R$ 600 para R$ 691. Segundo simulações da FGV/Ibre, a medida deve retirar cerca de 1,39 milhão de pessoas da faixa de renda de até R$ 218 mensais, com impactos mais expressivos nas regiões Norte e Nordeste do país.
Apesar do aumento, pesquisadores alertam que o combate à pobreza exige políticas complementares de inclusão produtiva e qualificação profissional. O estudo também aponta que a manutenção do limite de elegibilidade de R$ 218, sem correção nominal, pode restringir o acesso de famílias vulneráveis ao programa no longo prazo, sugerindo que o governo considere revisões nos critérios de entrada para garantir a eficácia do auxílio.
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