Alcolumbre anuncia medidas judiciais após vazamento de mensagens com banqueiro
O presidente do Senado nega irregularidades e promete buscar reparação após a divulgação de diálogos pessoais com o fundador do Banco Master.
Pontos principais
- Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro revelam proximidade entre o banqueiro e Davi Alcolumbre.
- Os diálogos incluem trocas de afeto, planejamento de eventos sociais e menções a articulações políticas.
- O senador Carlos Viana acusou Alcolumbre de engavetar pedidos de CPI sobre o Banco Master devido à relação com o empresário.
- Alcolumbre classificou a reportagem como sensacionalista e afirmou que tomará medidas judiciais contra o vazamento.
- O ministro Cristiano Zanin, do STF, negou recentemente um pedido para obrigar a instalação de uma CPI sobre a instituição financeira.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou que tomará medidas judiciais após a divulgação de mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Os diálogos, publicados pela revista Veja, expõem uma relação de proximidade entre o parlamentar e o banqueiro, incluindo trocas de afeto e o planejamento de eventos sociais. A assessoria do senador classificou a exposição como um ataque injusto e sensacionalista, negando qualquer ilegalidade nas interações.
A divulgação das conversas intensificou as críticas da oposição no Congresso. O senador Carlos Viana acusou Alcolumbre de utilizar sua posição para impedir a instalação de uma CPI voltada a investigar o Banco Master, sugerindo que a proximidade pessoal teria influenciado a condução dos trabalhos legislativos. Em paralelo, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, negou um pedido para forçar a abertura da comissão, argumentando que não havia provas suficientes sobre a tramitação dos requerimentos na Casa.
Alcolumbre afirmou que buscará identificar os responsáveis pelo vazamento dos dados e pretende acionar a Justiça para reparar danos à sua honra. Enquanto a oposição pressiona por esclarecimentos sobre a condução dos pedidos de investigação, o presidente do Senado mantém a postura de que não houve conduta indevida em suas relações pessoais ou profissionais.
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