Vorcaro admite mensagens sobre agressões em depoimento ao STF
O banqueiro Daniel Vorcaro reconheceu o envio de mensagens sobre agressões em depoimento ao gabinete do ministro André Mendonça, mas negou ordenar ataques.
Pontos principais
- Daniel Vorcaro admitiu ter enviado mensagens sobre agressões, justificando-as como reações a momentos de irritação.
- O banqueiro negou integrar organização armada ou ter comandado qualquer grupo para a prática de violência.
- Em manifestação na Petição 16.653, o procurador-geral Paulo Gonet defendeu o arquivamento do relato por falta de provas.
- A PGR afirmou que Vorcaro não apresentou fatos concretos ou elementos de verossimilhança que justificassem investigações.
- Vorcaro reconheceu ter buscado acesso a informações sigilosas de órgãos de investigação, classificando a conduta como um erro.
- O depoimento ocorreu no âmbito de tratativas frustradas de delação premiada, que foram recusadas pela PF e pela PGR.
O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, prestou depoimento ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no qual admitiu ter enviado mensagens mencionando agressões. Durante a oitiva, Vorcaro negou, contudo, ter ordenado ataques ou comandado qualquer grupo armado, sustentando que as mensagens foram enviadas em momentos de irritação e nunca chegaram a ser executadas. O empresário alegou que a Polícia Federal teria selecionado trechos isolados de suas comunicações para fundamentar acusações contra ele.
Em manifestação enviada ao ministro André Mendonça, relator da Petição 16.653, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu o arquivamento do relato apresentado pelo banqueiro. Segundo o documento da PGR, "do exame acurado dos termos da oitiva prestada, constata-se que o declarante não noticiou fato concreto ou juridicamente delimitado capaz de impulsionar providências investigativas próprias, tampouco conferiu o mínimo elemento de verossimilhança às assertivas ali formuladas". A Procuradoria concluiu que as informações fornecidas não possuem substância para dar continuidade a procedimentos investigativos.
Além de negar a autoria de crimes violentos, Vorcaro reconheceu ter buscado obter informações sigilosas de órgãos de investigação, admitindo que a atitude foi um erro. O depoimento integra um cenário de tensões envolvendo as tentativas frustradas de delação premiada do banqueiro, que foram rejeitadas tanto pela Polícia Federal quanto pela PGR sob o argumento de ausência de fatos novos relevantes. O caso ocorre em meio a um contexto de disputas políticas e investigações sobre o Banco Master, que têm gerado repercussões nos bastidores de Brasília e questionamentos sobre a credibilidade das instituições envolvidas.
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