Banco Central reduz projeção de crescimento do PIB para 1,8% em 2026
O Banco Central revisou para baixo a estimativa de crescimento do PIB para 1,8% em 2026 e projeta uma desaceleração para 1,4% em 2027.
Pontos principais
- A projeção de crescimento do PIB para 2026 foi reduzida de 2,0% para 1,8%.
- A estimativa para 2027 foi fixada em 1,4%, indicando uma trajetória de desaceleração.
- A revisão reflete indicadores do terceiro trimestre mais fracos e uma composição menos favorável no segundo trimestre.
- O Banco Central elevou para 90% a probabilidade de a inflação superar o teto da meta em 2026.
- A política monetária contracionista e a redução de impulsos fiscais são apontadas como fatores para a desaceleração.
- O Ministério da Fazenda mantém projeções distintas, estimando 2,0% para 2026 e 2,3% para 2027.
O Banco Central do Brasil divulgou nesta quinta-feira (24), em seu Relatório de Política Monetária, a revisão para baixo da estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026, passando de 2,0% para 1,8%. A instituição justificou o ajuste citando indicadores do terceiro trimestre que apontam uma atividade econômica mais fraca do que o esperado, além de uma composição menos favorável observada no segundo trimestre, quando o crescimento foi de 0,5% após uma alta de 1,1% no período anterior.
Para o ano de 2027, o Banco Central projeta uma nova desaceleração, com a economia avançando 1,4%. Segundo a autoridade monetária, essa estimativa considera a manutenção de uma política monetária contracionista e a diminuição dos impulsos fiscal e creditício sobre a atividade. Paralelamente, o relatório elevou para 90% a probabilidade de a inflação ultrapassar o teto da meta em 2026, cenário que impõe desafios adicionais à gestão orçamentária e às expectativas de mercado para o próximo ciclo econômico.
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