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Mercado reduz projeção de crescimento do PIB brasileiro para 2026

O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira reduziu a mediana de crescimento do PIB de 2026 para 1,95%, com os respondentes mais recentes já projetando 1,93%.

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Foto: Agência Brasil - EBC
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24/08 às 09:02 · atualizado 14:03

Pontos principais

  • A mediana do PIB para 2026 caiu de 1,98% para 1,95%, segundo as 115 instituições consultadas pelo Banco Central nos últimos 30 dias.
  • Entre os 59 respondentes dos últimos cinco dias úteis, a mediana do PIB de 2026 já caiu a 1,93%, abaixo do dado agregado do mês.
  • A estimativa para o IPCA em 2026 foi mantida em 5,02% pelos analistas.
  • A taxa Selic para o encerramento de 2026 permanece projetada em 13,75% ao ano.
  • A previsão para a cotação do dólar ao fim de 2026 foi mantida em R$ 5,20.
  • Para 2027, o mercado elevou a projeção do IPCA para 4,25% e do dólar para R$ 5,30, mas manteve o PIB estável em 1,50%.
  • A estimativa de crescimento do PIB para 2028 subiu de 1,89% para 1,98%.
  • A projeção do IGP-M para 2026 recuou de 4,71% para 4,55% na semana.

O mercado financeiro revisou para baixo a expectativa de crescimento da economia brasileira para 2026, conforme dados do Boletim Focus divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (24). A mediana das projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) recuou de 1,98% para 1,95%, sinalizando uma cautela maior dos analistas em relação ao desempenho da atividade econômica no médio prazo. O dado atualizado coloca a estimativa do mercado abaixo da projeção oficial de 2,0% mantida pelo Banco Central.

Apesar do ajuste no crescimento, as expectativas para os principais indicadores macroeconômicos de 2026 permaneceram estáveis. A inflação medida pelo IPCA segue projetada em 5,02%, enquanto a taxa básica de juros, a Selic, continua estimada em 13,75% ao ano para o final do período. O cenário reflete um equilíbrio delicado entre as pressões inflacionárias externas e a política monetária restritiva, mesmo diante de incertezas globais que impactam o câmbio e a confiança dos investidores.

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