Banco Central eleva projeção de crescimento do PIB para 2% em 2026
O Banco Central revisou o PIB para 2% e manteve a expansão do crédito em 9%, equilibrando estímulos fiscais com o controle da inflação e da taxa Selic.
Pontos principais
- A estimativa de alta do PIB para 2026 subiu de 1,6% para 2,0%.
- O Banco Central manteve a projeção de expansão do crédito total em 9,0% para 2026.
- A taxa Selic permanece em 14,25% ao ano, mesmo com pressões inflacionárias externas.
- A probabilidade de a inflação superar o teto da meta em 2026 é estimada em 79%.
- O déficit em transações correntes foi reduzido para US$ 56 bilhões, impulsionado pelas commodities.
- O desempenho da agropecuária, indústria e o mercado de trabalho aquecido sustentam a atividade econômica.
O Banco Central revisou para 2% a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2026, superando a projeção anterior de 1,6%. A atualização, detalhada no Relatório de Política Monetária, é sustentada pelo desempenho favorável no primeiro trimestre, pela força do mercado de trabalho e pelo otimismo nos setores de agropecuária e indústria. O cenário econômico é marcado por estímulos fiscais e oferta de crédito, com a autoridade monetária mantendo a estimativa de expansão do crédito total em 9,0% para o período, embora preveja uma desaceleração gradual em relação aos anos anteriores. Paralelamente, o déficit em transações correntes foi ajustado para US$ 56 bilhões, beneficiado pela valorização das commodities e do petróleo no mercado internacional. Apesar da perspectiva de expansão, a resiliência da atividade econômica impõe desafios significativos à política monetária. O Banco Central optou por manter a taxa Selic em 14,25% ao ano, buscando equilibrar o aquecimento da economia com o controle da demanda interna. A decisão ocorre em um contexto de cautela, dado que o conflito no Oriente Médio exerce pressões inflacionárias adicionais sobre os preços globais. O objetivo central permanece o controle da inflação dentro das metas estabelecidas, monitorando como o fluxo de estímulos e o aquecimento do consumo podem pressionar os preços. A autoridade monetária alertou que a inflação deve superar o teto da meta em 2026, com uma probabilidade de estouro estimada em 79%. Enquanto o mercado financeiro projeta uma alta de 1,98% para o PIB, o Ministério da Fazenda mantém uma estimativa mais otimista, de 2,3%, refletindo as divergências sobre a velocidade da recuperação econômica e os efeitos das medidas de controle monetário em curso.
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