O Banco Central revisou o PIB para 2% e manteve a expansão do crédito em 9%, equilibrando estímulos fiscais com o controle da inflação e da taxa Selic.
O Banco Central revisou para 2% a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para 2026, superando a projeção anterior de 1,6%. A atualização, detalhada no Relatório de Política Monetária, é sustentada pelo desempenho favorável no primeiro trimestre, pela força do mercado de trabalho e pelo otimismo nos setores de agropecuária e indústria. O cenário econômico é marcado por estímulos fiscais e oferta de crédito, com a autoridade monetária mantendo a estimativa de expansão do crédito total em 9,0% para o período. Internamente, houve um reajuste nas expectativas: o crédito às famílias subiu para 9,8%, enquanto o crédito às empresas foi reduzido para 7,8%.
Apesar da perspectiva de expansão, a resiliência da atividade econômica impõe desafios à política monetária. O Banco Central optou por manter a taxa Selic em 14,25% ao ano, buscando equilibrar o aquecimento da economia com o controle da demanda interna. O objetivo central permanece o controle da inflação dentro das metas estabelecidas, monitorando como o fluxo de estímulos e o aquecimento do consumo podem pressionar os preços. Enquanto o mercado financeiro projeta uma alta de 1,98% para o PIB, o Ministério da Fazenda mantém uma estimativa mais otimista, de 2,3%.
InfoMoney • 25 jun, 09:39
Folha de São Paulo - Mercado • 25 jun, 08:56
Bloomberg - Economics • 25 jun, 08:49
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