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Mercado reduz projeção de crescimento do PIB para 2027 no Focus

O Relatório Focus manteve a inflação de 2026 em 5,02%, enquanto analistas ajustaram para baixo a estimativa de crescimento do PIB para 2027, agora em 1,50%.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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17/08 às 08:46 · atualizado 18:04

Pontos principais

  • A projeção para o IPCA em 2026 permaneceu estável em 5,02% no Boletim Focus.
  • A estimativa de crescimento do PIB para 2027 foi reduzida de 1,52% para 1,50%.
  • A expectativa para a taxa Selic ao final de 2026 segue mantida em 13,75% ao ano.
  • A cotação do dólar para o encerramento de 2026 permanece em R$ 5,20 pela nona semana consecutiva.
  • O IBC-Br, prévia do PIB, registrou crescimento de 0,2% no segundo trimestre de 2026.
  • Dados de junho mostraram retração de 0,6% no IBC-Br, sinalizando desaceleração econômica.
  • Analistas elevaram as projeções de inflação para 2027, refletindo cautela com o cenário macro.
  • O setor de serviços apresentou leve retração, enquanto agropecuária e indústria tiveram altas no trimestre.
  • O resultado oficial do PIB do segundo trimestre será divulgado pelo IBGE em 1º de setembro.

O mercado financeiro brasileiro ajustou suas expectativas macroeconômicas nesta semana, conforme apontado pelo Relatório Focus divulgado pelo Banco Central. Enquanto a projeção para o IPCA de 2026 foi mantida em 5,02%, analistas revisaram para baixo a estimativa de crescimento do PIB para 2027, que passou de 1,52% para 1,50%. A estabilidade nas projeções de curto prazo contrasta com a cautela em relação ao desempenho da atividade econômica no médio prazo, em um cenário marcado por juros elevados e endividamento das famílias. A taxa Selic para o final de 2026 continua projetada em 13,75%, mantendo o tom contracionista da política monetária.

A revisão das expectativas ocorre em um momento de desaceleração da economia, confirmada pelos dados do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br). A prévia do PIB registrou um avanço de apenas 0,2% no segundo trimestre de 2026, com uma queda de 0,6% observada especificamente no mês de junho. Este desempenho, considerado o pior desde o terceiro trimestre de 2025, reflete o impacto da política monetária sobre setores como serviços e indústria. O Banco Central, sob a presidência de Gabriel Galípolo, tem reiterado que a condução da política monetária é guiada por fatores internos, visando o controle da inflação, apesar das pressões externas e das incertezas globais.

O cenário econômico é acompanhado de perto pelo mercado, que aguarda a divulgação oficial do PIB do segundo trimestre pelo IBGE, prevista para o dia 1º de setembro. Além dos indicadores de atividade, o mercado mantém a expectativa para o câmbio em R$ 5,20 ao final de 2026, patamar que se mantém inalterado há nove semanas. A combinação de crescimento moderado e inflação persistente continua a balizar as decisões de política monetária, enquanto o país entra em um período de maior atenção ao cenário eleitoral, que também começa a influenciar a percepção dos investidores sobre a trajetória fiscal e econômica para os próximos anos.

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