Flávio Bolsonaro viajou em jato de advogado investigado pela PF
O senador Flávio Bolsonaro utilizou um jato de propriedade do advogado Willer Tomaz, alvo de investigação por lavagem de dinheiro, em viagem internacional.
Pontos principais
- Flávio Bolsonaro retornou dos EUA ao Brasil em janeiro de 2025 em um jato Legacy 650.
- A aeronave pertence ao advogado Willer Tomaz, investigado na Operação Sem Desconto.
- Willer Tomaz é suspeito de lavagem de dinheiro e fraudes no INSS envolvendo o senador Weverton Rocha.
- A viagem também contou com a presença do advogado e da esposa do senador Flávio Bolsonaro.
- Willer Tomaz nega irregularidades e afirma estar em litígio com a empresa que opera a aeronave.
O senador Flávio Bolsonaro utilizou, em janeiro de 2025, um jato executivo de propriedade do advogado Willer Tomaz para retornar dos Estados Unidos ao Brasil. A viagem, que ocorreu entre Fort Lauderdale e Brasília, também contou com a presença do próprio advogado e da esposa do parlamentar. O episódio ganhou relevância devido ao histórico jurídico de Tomaz, que é um dos principais alvos da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal para apurar fraudes bilionárias no INSS e esquemas de lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações, Willer Tomaz seria o responsável pela sustentação financeira e patrimonial do senador Weverton Rocha, incluindo a aquisição de aeronaves e imóveis. O advogado, que já havia sido preso em 2017 durante a Operação Greenfield, nega qualquer irregularidade nas transações e afirma não possuir relação com o empresário Daniel Vorcaro, também associado à operação da aeronave. A defesa de Tomaz sustenta ainda que ele mantém um litígio judicial com a empresa Prime You, responsável pela gestão do jato utilizado na ocasião.
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