PF aponta Flávio Bolsonaro como 'usuário master' de conta de offshore
Na investigação brasileira sobre desvios no INSS, a PF diz que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, foi usuário master de conta da Alcazar Holdings, empresa da Ilha da Madeira cujo único sócio é o advogado Willer Tomaz, até maio de 2025; para a PF, isso sustenta a hipótese de participação de fato na empresa, e os dois negam.
Pontos principais
- A PF registra Flávio Bolsonaro como 'usuário master' da conta da Alcazar Holdings no Santander, com 'nível elevado de acesso e gerenciamento', até maio de 2025.
- Para a PF, esse perfil 'sustenta a hipótese de sua eventual participação econômica ou societária de fato' na empresa.
- A Alcazar tem sede na Ilha da Madeira, em Portugal, e Willer Tomaz é seu único sócio.
- A Alcazar detém 33,33% da Fraction 024, dona do jato Embraer Legacy 650 PP-NLR, cujas outras cotas pertencem à Prime You e a Laerte Cosentino, dono da Totvs.
- Daniel Vorcaro foi sócio da Prime You de setembro de 2021 a setembro de 2025.
- Em 22 de maio de 2025, a secretária de Tomaz, Fayla Menezes, pediu ao Santander a desvinculação de duas contas do perfil master da Alcazar, uma com o nome de Flávio; o banco confirmou pouco mais de duas horas depois, e os e-mails foram recuperados pela PF no iCloud de Tomaz.
- A PF aponta que Tomaz usou a Cathedral Holding para comprar passagens de Flávio e familiares em dois voos de jatos Challenger 350, de Lisboa a Nice (11 de abril de 2025) e de Cascais a Nice (23 de maio de 2025).
- A PF identificou comunicação entre os dois pelo Confide, aplicativo de mensagens criptografadas que se autodestrói.
- Flávio nega que tenha tido conta com Tomaz ou suas empresas como usuário master e diz que o e-mail comprova que a vinculação era indevida. Tomaz diz que tem só amizade com o senador, sem vínculo financeiro ou societário, e que os dois nunca dividiram conta bancária.
A Polícia Federal, na investigação brasileira sobre desvios no INSS, registra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, como usuário master de uma conta da Alcazar Holdings. Para a PF, um eventual vínculo com a empresa pode ajudar a entender as relações indiretas do senador com a Fraction 024. A PF não conclui pela participação dele na empresa e trata o caso como hipótese.
Tomaz atribui a exposição de dados de seu celular e de seu iCloud a um vazamento criminoso, já investigado pela própria PF. Ele também diz que os deslocamentos citados foram viagens de lazer, com famílias convidadas sem pagamento ou contrapartida.
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