Desembargador do TRF-1 votou a favor do Banco Master antes de contrato
Juiz Newton Pereira Ramos Neto é investigado após beneficiar o Banco Master em processos antes de sua família assinar contrato milionário com a firma.
Pontos principais
- O desembargador Newton Pereira Ramos Neto proferiu votos favoráveis ao Banco Master em processos de 2024.
- Seis meses após as decisões, a esposa e o filho do magistrado firmaram contrato com a instituição de Daniel Vorcaro.
- O acordo firmado pelos familiares previa honorários que poderiam chegar a R$ 427 milhões.
- Uma reclamação disciplinar foi apresentada ao CNJ para investigar a conduta do magistrado.
- O desembargador negou irregularidades e afirmou que os julgamentos ocorreram em bloco.
O desembargador Newton Pereira Ramos Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), é alvo de uma reclamação disciplinar no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O magistrado é acusado de proferir votos favoráveis ao Banco Master em processos envolvendo a Usina Cansanção de Sinimbu, em Alagoas, durante o primeiro semestre de 2024. A suspeita de conflito de interesses surgiu após ser revelado que, seis meses depois das decisões judiciais, a esposa e o filho do desembargador assinaram um contrato com a mesma instituição financeira, com honorários estimados em até R$ 427 milhões.
A denúncia, apresentada pelo advogado Alex Ferreira Borralho, aponta para um possível comprometimento funcional do magistrado. Em sua defesa, Ramos Neto negou qualquer irregularidade, justificando que os julgamentos foram realizados em bloco e que, no momento das decisões, não tinha conhecimento sobre interesses específicos do banco em relação aos seus familiares. O caso ganha repercussão diante de relatos sobre proximidade entre o desembargador, o ministro Nunes Marques e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
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