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Mensagens de ex-dono do Banco Master citam pagamentos a filho de Nunes Marques

Dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro sugerem repasses a Kevin Marques, filho do ministro do STF, que nega irregularidades e serviços ao banco.

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Foto: G1 Política
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15/09 às 11:15 · atualizado 12:03

Pontos principais

  • Mensagens de Daniel Vorcaro mencionam supostos pagamentos mensais de R$ 500 mil ao advogado Kevin Marques.
  • O material foi apreendido pela Polícia Federal durante investigações envolvendo o Banco Master.
  • Kevin Marques afirma que recebeu R$ 281,6 mil por serviços jurídicos tributários prestados à empresa Consult, sem relação com o STF.
  • O ministro Kassio Nunes Marques negou que seu filho tenha prestado serviços ao Banco Master e declarou-se impedido de julgar o caso.
  • O ministro justificou seu impedimento citando a necessidade de manter a equidistância do TSE no processo eleitoral de 2026.
  • A Polícia Federal compartilhou os dados do celular de Vorcaro com gabinetes de ministros do STF.
  • O STF analisa o conteúdo das mensagens em meio a um contexto de investigações sobre a conduta do ministro Alexandre de Moraes.

Dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, revelaram diálogos que sugerem pagamentos mensais de R$ 500 mil ao advogado Kevin Marques, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques. As mensagens, que fazem parte de um vasto material apreendido pela Polícia Federal, foram compartilhadas com gabinetes da Corte e integram o escopo de apurações sobre as atividades do ex-banqueiro e suas interações com autoridades públicas.

Em resposta às revelações, a defesa de Kevin Marques negou qualquer vínculo com o Banco Master ou com o ex-controlador da instituição. Segundo os advogados, os valores recebidos, totalizando R$ 281,6 mil, referem-se estritamente a serviços jurídicos tributários prestados à empresa Consult Inteligência Tributária, sem qualquer conexão com processos ou decisões do STF. O ministro Kassio Nunes Marques também refutou as acusações, afirmando que nunca votou em processos favoráveis ao Banco Master e reforçando a inexistência de relação profissional entre seu filho e a instituição financeira.

Diante da repercussão do caso, o ministro Kassio Nunes Marques declarou-se impedido de participar do julgamento no STF que avalia a conduta do ministro Alexandre de Moraes, tema que também envolve o conteúdo das mensagens de Vorcaro. O magistrado justificou sua decisão citando a necessidade de preservar a neutralidade do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão que preside, especialmente em razão da proximidade do processo eleitoral de 2026. O afastamento de Nunes Marques soma-se a outras movimentações na Corte, como a suspeição declarada pelo ministro Dias Toffoli em processos relacionados ao Banco Master.

O episódio ocorre em um momento de escrutínio sobre as relações entre o setor financeiro e o Judiciário, com desdobramentos que incluem a liquidação do Banco Master pelo Banco Central em novembro de 2025. A investigação da Polícia Federal segue analisando o material apreendido, que também contém menções a outros agentes públicos e tentativas de aproximação comercial, mantendo o foco sobre a integridade das interações entre o ex-controlador do banco e integrantes da cúpula do Poder Judiciário brasileiro.

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