CNJ realiza correição no gabinete de desembargador do TRF-1
Operação investiga suposta relação entre o desembargador Newton Ramos, do TRF-1, e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Pontos principais
- O CNJ e a Polícia Federal realizaram correição extraordinária no gabinete do desembargador Newton Ramos.
- A investigação apura contratos entre o escritório da esposa do magistrado e empresas de Daniel Vorcaro.
- Mensagens citam o desembargador como integrante da 'turma do KN', referência ao ministro Kassio Nunes Marques.
- A apuração foca em processos do setor sucroalcooleiro e precatórios sob relatoria do magistrado.
- O desembargador não foi afastado de suas funções e mantém acesso aos sistemas do tribunal.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com o apoio da Polícia Federal, deflagrou uma operação de correição extraordinária no gabinete do desembargador Newton Pereira Ramos Neto, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). A medida, determinada pelo corregedor nacional de justiça, ministro Benedito Gonçalves, visa apurar possíveis irregularidades na atuação do magistrado em processos envolvendo o Banco Master e o setor sucroalcooleiro.
As investigações foram motivadas por mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que sugerem a existência de um grupo de influência denominado 'turma do KN'. Documentos apontam a existência de um contrato de honorários entre o escritório de advocacia de Camilla Ramos, esposa do desembargador, e empresas ligadas ao Banco Master, com valores que poderiam atingir R$ 427 milhões. O caso também levanta questionamentos sobre a relação entre o magistrado e o ministro do STF Kassio Nunes Marques, cujo filho, o advogado Kevin Marques, também foi mencionado em diálogos sobre pagamentos de uma consultoria tributária.
Até o momento, o desembargador Newton Ramos não foi afastado de suas funções e continua exercendo suas atividades no tribunal. O TRF-1 informou que está colaborando com as diligências do CNJ, ressaltando que o procedimento de correição é uma medida administrativa de fiscalização e não implica, por si só, o reconhecimento de responsabilidade ou culpa do magistrado investigado.
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