Fazenda aponta custo do crédito como causa do endividamento familiar
Ministério da Fazenda afirma que juros elevados no cartão e cheque especial pressionam o orçamento das famílias brasileiras.
Pontos principais
- O nível de endividamento das famílias brasileiras permanece estável nos últimos três anos.
- O governo identifica o custo do cartão rotativo e do cheque especial como os principais vilões do orçamento.
- O Banco Central realizou o quinto corte consecutivo na Taxa Selic, que passou de 14% para 13,75% ao ano.
- A projeção de crescimento do PIB para 2026 foi revisada para baixo, passando de 2,3% para 2%.
O Ministério da Fazenda divulgou um diagnóstico sobre o endividamento das famílias brasileiras, atribuindo a pressão no orçamento doméstico aos elevados custos de modalidades de crédito, como o cartão rotativo e o cheque especial. Segundo a pasta, embora o patamar de endividamento esteja estável nos últimos três anos, as taxas de juros elevadas, que acompanharam o ciclo de aperto da política monetária, dificultam o pagamento das dívidas.
Em um cenário de cautela, o Banco Central promoveu recentemente o quinto corte consecutivo na Taxa Selic, reduzindo o índice de 14% para 13,75% ao ano. Apesar da medida, o governo revisou a projeção de crescimento da economia para 2026 de 2,3% para 2%. O subsecretário Rafael Leão ressaltou que o crescimento do crédito no país segue em nível moderado, afastando o risco de uma alavancagem rápida como observado em períodos históricos anteriores.
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