Ações judiciais de cobrança de dívidas atingem recorde de 1,2 milhão
O volume de processos por dívidas privadas cresceu 60% desde 2020, impulsionado pelo endividamento das famílias e pelo impacto das apostas esportivas.
Pontos principais
- O número de execuções judiciais de títulos extrajudiciais saltou de 772 mil em 2020 para 1,2 milhão em 2025.
- Dados da CNC indicam que 80,4% das famílias brasileiras estavam endividadas em março de 2026.
- Magistrados apontam o uso de apostas esportivas como um fator que estimula o endividamento para sustentar jogos.
- A Lei do Superendividamento exige que instituições financeiras avaliem a real capacidade de pagamento antes de conceder crédito.
O Brasil registrou um recorde de 1,2 milhão de ações judiciais para cobrança de dívidas privadas em 2025, um aumento de 60% em relação aos níveis observados em 2020. Especialistas atribuem essa escalada à combinação de crédito facilitado, falta de mecanismos eficazes para renegociações extrajudiciais e ao alto índice de endividamento das famílias, que atingiu 80,4% em março de 2026. Além disso, magistrados têm identificado o impacto das apostas esportivas como um agravante, levando consumidores a contraírem empréstimos para financiar o vício em jogos.
A situação reforça a importância da Lei do Superendividamento, que impõe às instituições financeiras o dever de analisar criteriosamente a capacidade de pagamento dos clientes antes da concessão de crédito. A judicialização excessiva sobrecarrega o sistema judiciário e reflete um cenário de fragilidade financeira que exige maior rigor na concessão de empréstimos e conscientização sobre o uso do crédito.
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