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Banco Central prepara medidas para conter alto endividamento no país

O Comitê de Estabilidade Financeira alerta para níveis recordes de dívidas de famílias e empresas e estuda novas ações para o mercado de crédito.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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02/09 às 09:15 · atualizado 09:33

Pontos principais

  • O endividamento das famílias brasileiras atingiu o maior patamar da série histórica.
  • O Banco Central aponta que a taxa de juros de 14% ao ano pressiona a saúde financeira de agentes econômicos.
  • O Comef prepara medidas regulatórias para mitigar riscos associados a modalidades de crédito mais caras.
  • Empresas apresentam queda no lucro líquido e aumento expressivo nas despesas financeiras.
  • Riscos adicionais incluem a complexidade de fundos de investimento, tensões geopolíticas e crimes cibernéticos.

O Banco Central, por meio do Comitê de Estabilidade Financeira (Comef), emitiu um alerta sobre a fragilidade financeira de famílias e empresas brasileiras. Segundo a autoridade monetária, o endividamento das famílias alcançou níveis recordes, cenário agravado pela manutenção da taxa de juros em 14% ao ano, que encarece o custo do crédito e compromete a capacidade de pagamento dos tomadores. O órgão destacou que o setor corporativo também enfrenta dificuldades, com uma redução no número de empresas que apresentam crescimento no lucro líquido, acompanhada por uma elevação nas despesas financeiras. Diante desse quadro, o BC sinalizou que está preparando novas medidas para o mercado de crédito, visando mitigar os riscos sistêmicos e conter o uso de modalidades de financiamento mais onerosas que elevam a inadimplência. Além da pressão do endividamento interno, o Comef monitora fatores externos e operacionais que podem impactar a estabilidade financeira nacional. Entre os pontos de atenção estão a complexidade das estruturas de fundos de investimento, o aumento de fraudes decorrentes de ataques cibernéticos e as incertezas geradas por tensões geopolíticas globais, como o conflito no Oriente Médio. O Banco Central reforçou a necessidade de políticas macroeconômicas que promovam maior previsibilidade fiscal para ancorar a economia diante desses desafios.

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