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Galípolo alerta para recorde de endividamento das famílias brasileiras

O presidente do Banco Central aponta que a expansão do crédito sem garantia elevou o endividamento das famílias a 49,8% da renda anual em 2026.

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Foto: InfoMoney
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24/08 às 11:02, atualizado 13:03

Pontos principais

  • O endividamento das famílias brasileiras atingiu o recorde de 49,8% da renda anual em 2026.
  • O crédito pessoal não consignado registrou alta de 188% desde 2020, somando R$ 397,2 bilhões.
  • O cartão de crédito concentra 52,8 milhões de usuários endividados no país.
  • O Banco Central busca maior rigor na provisão de risco pelas instituições financeiras.
  • Galípolo destacou que o crescimento do crédito e o endividamento são fenômenos conectados.

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, manifestou preocupação com o avanço do endividamento das famílias brasileiras, destacando que o fenômeno é uma consequência direta da rápida expansão do crédito e da maior inclusão bancária no país. Durante sua participação na Febraban Tech 2026, o dirigente ressaltou que não é possível celebrar o aumento da oferta de crédito sem considerar os riscos associados ao endividamento crescente, especialmente em modalidades sem garantia. Segundo o Banco Central, o endividamento das famílias alcançou o patamar recorde de 49,8% da renda anual, com o cartão de crédito e o empréstimo pessoal não consignado figurando como os principais vetores de inadimplência. O crédito pessoal sem garantia, especificamente, apresentou um crescimento expressivo de 188% desde 2020, atingindo um volume de R$ 397,2 bilhões. Diante deste cenário, Galípolo manifestou cautela sobre novos estímulos ao consumo e ao crédito, sinalizando que a autoridade monetária busca regular o ambiente competitivo para garantir que as instituições financeiras realizem o provisionamento adequado de risco em suas carteiras. O foco do regulador é conter a fragilidade financeira das famílias, que hoje somam 52,8 milhões de usuários endividados apenas no segmento de cartões, um número que preocupa o BC mais do que o crédito imobiliário.

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