Taxas do Tesouro IPCA+ recuam e atingem mínima desde maio
Papéis atrelados à inflação caíram nesta sexta-feira, com o mercado doméstico ignorando a pressão externa dos dados de emprego nos EUA.
Pontos principais
- O título Tesouro IPCA+ 2032 recuou para 7,81%, o menor patamar desde 29 de maio.
- O movimento ocorreu apesar da alta nos juros dos títulos do Tesouro americano de dois anos, que subiram para 4,37%.
- A economia dos EUA gerou 162 mil vagas em agosto, superando as projeções de 56 mil e elevando apostas de alta de juros pelo Federal Reserve.
- O Tesouro Nacional registrou emissão de R$ 191,9 bilhões em agosto, o maior volume mensal de 2026.
- O Ibovespa encerrou o pregão abaixo dos 184 mil pontos, enquanto o dólar avançou para R$ 5,13.
As taxas dos títulos do Tesouro Direto apresentaram queda nesta sexta-feira, com destaque para os papéis atrelados à inflação, que renovaram mínimas não vistas desde o final de maio. O movimento de recuo nos juros brasileiros ocorreu mesmo diante de um cenário externo adverso, marcado pela divulgação de dados do mercado de trabalho americano, que indicaram a criação de 162 mil vagas em agosto, superando amplamente as expectativas de 56 mil. A robustez do emprego nos EUA aumentou para 60% a probabilidade de uma nova alta de juros pelo Federal Reserve em setembro, pressionando os rendimentos dos títulos do Tesouro americano. No entanto, o mercado local priorizou fatores internos, apesar da volatilidade observada no Ibovespa e na cotação do dólar, que subiu para R$ 5,13 em meio a incertezas políticas.
