O programa Tesouro Direto foi lançado em 2002 pelo Tesouro Nacional em parceria com a B3 (antiga BM&FBOVESPA). Seu objetivo principal foi o de popularizar e facilitar o acesso da população aos investimentos em títulos públicos, oferecendo uma alternativa de investimento segura e com rentabilidade atrativa. Ao longo dos anos, o programa tem se consolidado como uma importante ferramenta de captação de recursos para o governo e de investimento para os cidadãos. A rentabilidade dos títulos pode ser influenciada por fatores econômicos, como a prévia do PIB (Produto Interno Bruto) e a taxa de juros dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries), o que pode gerar variações nas taxas oferecidas, especialmente em papéis de curto prazo. Mais recentemente, o fluxo de capitais estrangeiros para o Brasil e o humor do mercado global, incluindo a descompressão dos títulos japoneses e a consequente queda nos rendimentos dos Treasuries americanos, têm impactado significativamente as taxas oferecidas, levando a movimentos de queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro Direto. Decisões de política monetária do Banco Central do Brasil, como a manutenção da taxa Selic e sinalizações sobre futuros cortes de juros, também exercem forte influência sobre as taxas dos títulos, com o mercado reagindo rapidamente a essas indicações. Em um esforço contínuo para democratizar o acesso e atrair mais investidores, o Tesouro Nacional anunciou o lançamento do Tesouro Reserva em março de 2026, acompanhado de uma nova plataforma que funcionará 24 horas por dia, sete dias por semana, visando atender principalmente as camadas mais populares da população e simplificar o processo de investimento. O Tesouro Reserva, em particular, foi concebido para concorrer diretamente com aplicações de curto prazo, como a poupança, fundos DI e CDBs de liquidez diária, oferecendo uma opção com risco soberano, rentabilidade atrelada à Selic, ausência de marcação a mercado e liquidez imediata, inclusive em fins de semana e feriados. Essa característica de não oscilação de preço é vista como uma vantagem significativa para a alfabetização financeira e para superar a barreira psicológica que afastava pequenos investidores dos títulos públicos tradicionais. O novo título também é considerado uma ferramenta de inclusão financeira, permitindo que pessoas com pequena renda invistam a partir de R$ 1,00, e um "trilho de educação" para que investidores ganhem confiança antes de explorar outras opções mais complexas.