Taxas do Tesouro Direto recuam após alívio nos juros americanos
Títulos IPCA+ lideram queda nas taxas brasileiras acompanhando a acomodação dos rendimentos dos títulos de longo prazo nos Estados Unidos.
Pontos principais
- Títulos atrelados à inflação (IPCA+) registraram as maiores quedas no Tesouro Direto nesta quarta-feira.
- O movimento reflete uma acomodação global dos juros longos após o pico de 19 anos nos Treasuries de 30 anos.
- Investidores aguardam a ata da reunião de julho do Federal Reserve para avaliar os próximos passos da política monetária.
- O mercado monitora o avanço da PEC que propõe o fim da escala 6x1 no Senado devido aos possíveis impactos nos custos operacionais das empresas.
As taxas dos títulos públicos brasileiros apresentaram recuo nesta quarta-feira, em um movimento de correção após a volatilidade recente nos mercados internacionais. A queda foi liderada pelos papéis atrelados à inflação (IPCA+), acompanhando a estabilização dos juros de longo prazo nos Estados Unidos. O cenário global, que também impactou títulos de dívida no Japão e na Europa, foi influenciado pelo rendimento dos Treasuries de 30 anos, que atingiram o maior patamar em 19 anos na sessão anterior. Agora, o mercado financeiro volta suas atenções para a divulgação da ata da reunião de julho do Federal Reserve, buscando pistas sobre a trajetória dos juros americanos sob a gestão do presidente Donald Trump. No âmbito doméstico, a atenção dos investidores também se volta para o Senado, onde o avanço da PEC que propõe o fim da escala de trabalho 6x1 gera incertezas sobre os custos futuros para o setor corporativo.
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