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Mercados globais recuam com alta do petróleo e tensão entre EUA e Irã

Bolsas na Europa e futuros em Nova York caem diante da escalada geopolítica, alta nos rendimentos de títulos e temores de inflação global.

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Foto: Times Brasil
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01/09 às 06:15, atualizado 15:32

Pontos principais

  • Preço do petróleo Brent ultrapassa US$ 91 por barril após ameaças de novos ataques dos EUA contra o Irã.
  • Rendimento do título do Tesouro americano de 10 anos atinge 4,78%, o maior nível desde janeiro de 2025.
  • Mercado precifica em cerca de 70% a probabilidade de aumento de juros pelo Federal Reserve em setembro.
  • CPI anual da zona do euro acelera para 3,3% em agosto, pressionando bancos centrais europeus.
  • Rendimento dos títulos de 10 anos do Japão alcança 3%, patamar não visto desde 1996.
  • Dívida pública dos EUA supera a marca de US$ 40 trilhões, elevando preocupações fiscais globais.
  • Setores de tecnologia e bens de consumo lideram as perdas nas bolsas americanas e europeias.

Os mercados financeiros globais operam sob forte pressão nesta terça-feira, refletindo um cenário de aversão ao risco provocado pela escalada das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã. A ameaça de novos ataques por parte do governo Trump impulsionou os preços do petróleo Brent para acima de US$ 91 por barril, reacendendo temores de uma inflação persistente que pode forçar bancos centrais a manterem ou elevarem as taxas de juros por mais tempo do que o esperado pelo mercado.

Nos Estados Unidos, os índices futuros de Nova York recuam à medida que os rendimentos dos Treasuries de dez anos atingiram 4,78%, o maior patamar desde janeiro de 2025. A incerteza sobre a próxima decisão de política monetária do Federal Reserve cresceu, com investidores estimando uma probabilidade de quase 70% de um novo aperto monetário já na reunião de setembro. O cenário de juros altos também afeta a renda fixa global, com os títulos japoneses de 10 anos atingindo 3% pela primeira vez em quase três décadas, enquanto a dívida pública americana ultrapassa a marca histórica de US$ 40 trilhões.

Na Europa, o sentimento negativo foi generalizado, com o CPI da zona do euro acelerando para 3,3% em agosto, o que reforça a pressão inflacionária. Setores como o automotivo e de tecnologia foram os mais penalizados nas bolsas europeias, enquanto empresas do setor de petróleo registraram valorização. Paralelamente, o mercado acompanha com cautela a situação fiscal de grandes economias, como a França, cuja dívida superou € 3,5 trilhões, adicionando uma camada de instabilidade ao ambiente macroeconômico global.

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