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Wall Street e bolsas globais caem com Treasuries em máxima desde 2007

O rendimento dos títulos de 10 anos dos EUA atingiu 5,04%, pressionando mercados globais em meio à alta do petróleo e expectativa de juros pelo Fed.

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Foto: G1 - Economia
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15/09 às 06:15, atualizado 12:33

Pontos principais

  • O rendimento do Treasury de 10 anos subiu para 5,04%, o maior patamar desde 2007.
  • Mercados globais operam em baixa com cautela antes da decisão de juros do Federal Reserve.
  • Preços do petróleo avançam devido a tensões geopolíticas no Oriente Médio e ataques na Arábia Saudita.
  • O mercado precifica em 93% a probabilidade de um aumento de 0,25 ponto percentual na taxa de juros americana.
  • Setor de tecnologia enfrenta incertezas e pressão vendedora, impactando índices como o Nasdaq.
  • A valorização do dólar e a fuga de capital para os EUA pressionam economias emergentes, incluindo o Brasil.

Os mercados financeiros globais registraram quedas generalizadas nesta terça-feira, refletindo o nervosismo dos investidores diante da escalada nos rendimentos dos Treasuries americanos. O título de 10 anos atingiu 5,04%, o nível mais elevado desde 2007, impulsionado pela persistência da inflação e pela expectativa de um novo aperto monetário pelo Federal Reserve. A probabilidade de uma alta de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, que será definida na próxima quarta-feira, já é precificada em 93% pelos analistas.

Além da política monetária, a valorização do petróleo atua como um catalisador de pessimismo. A commodity subiu em resposta a relatos de ataques na Arábia Saudita e bloqueios no Estreito de Ormuz, exacerbando as preocupações com a oferta global de energia. Esse cenário de custos elevados e juros altos tem pressionado as ações de tecnologia, que enfrentam incertezas adicionais sobre o desenvolvimento de IA, e gerado uma onda de aversão ao risco que se estendeu das bolsas de Nova York aos mercados asiáticos e europeus.

A alta nos rendimentos dos títulos públicos dos EUA cria um efeito cascata que transcende as fronteiras americanas. Para economias como a do Brasil, o movimento encarece o custo de crédito, pressiona o câmbio e limita o espaço para cortes na taxa básica de juros local. Enquanto investidores monitoram a estabilidade geopolítica no Oriente Médio, o mercado aguarda a sinalização do Fed para entender o impacto prolongado desse cenário de juros elevados sobre a economia global.

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