Bolsas de Nova York sobem com recuo do petróleo e foco em inflação
Mercados acionários dos EUA avançam nesta sexta-feira impulsionados pela queda nos preços do petróleo, enquanto investidores aguardam dados de inflação.
Pontos principais
- Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq registraram altas superiores a 0,8% no pregão desta sexta-feira.
- O recuo nos preços do petróleo aliviou a pressão sobre os ativos de risco após dias de alta.
- O índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA subiu 0,4% em agosto, acumulando alta de 3,4% em 12 meses.
- A probabilidade de um aumento de juros pelo Federal Reserve na próxima reunião subiu para 86%.
- Ações do setor de tecnologia, como Dell e Hewlett Packard Enterprise, lideraram os ganhos no S&P 500.
- Resultados trimestrais da Oracle superaram as expectativas do mercado, impulsionando o setor de nuvem.
- Bolsas europeias também encerraram o dia em alta, acompanhando o otimismo global e a queda do petróleo.
- Mercados asiáticos recuaram pressionados pela alta nos rendimentos dos títulos públicos e tensões geopolíticas.
- O Ibovespa Futuro operou em baixa, influenciado por incertezas políticas locais e dados econômicos externos.
Os principais índices acionários de Nova York encerraram o pregão desta sexta-feira em campo positivo, sustentados por um alívio nos preços do petróleo e pelo desempenho robusto de empresas de tecnologia. O movimento de recuperação ocorreu mesmo diante da divulgação de dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos, que mostraram uma alta de 0,4% em agosto e um acumulado de 3,4% nos últimos doze meses. O otimismo foi reforçado por resultados corporativos acima do esperado, com destaque para a Oracle, que impulsionou o sentimento no setor de cloud computing.
Apesar da valorização diária, o clima nos mercados globais permanece cauteloso devido à política monetária do Federal Reserve. A probabilidade de um novo aumento nas taxas de juros na próxima reunião da autoridade monetária americana subiu para 86%, conforme apontam as ferramentas de monitoramento de mercado. Esse cenário de juros mais altos por mais tempo continua a pressionar os rendimentos dos títulos do Tesouro, que se aproximam de patamares elevados, gerando volatilidade nas bolsas asiáticas e incertezas no mercado brasileiro.
No cenário internacional, a queda do petróleo, que vinha sendo pressionado por tensões no Oriente Médio, ofereceu um respiro necessário aos investidores, permitindo que as bolsas europeias também fechassem o dia com ganhos. Enquanto isso, no Brasil, o Ibovespa Futuro operou em baixa, refletindo a combinação de dados de inflação doméstica e o acompanhamento de desdobramentos políticos no Supremo Tribunal Federal. O mercado agora concentra suas atenções na próxima decisão do Federal Reserve e em novos indicadores econômicos que definirão a trajetória dos juros globais nos próximos meses.
