Ibovespa futuro cai com escalada de tensões entre EUA e Irã
O fim do cessar-fogo entre Washington e Teerã eleva a aversão ao risco global, pressionando o mercado brasileiro e os rendimentos de títulos públicos.
Pontos principais
- O Ibovespa Futuro abriu em queda de 0,10% refletindo a instabilidade geopolítica no Oriente Médio.
- O governo dos EUA descartou a prorrogação do cessar-fogo com o Irã, que expirou em 17 de agosto.
- O preço do petróleo Brent superou US$ 90 por barril devido ao risco de interrupção no Estreito de Ormuz.
- Rendimentos de Treasuries americanos de 10 e 30 anos atingiram os maiores níveis desde 2007 e 2002, respectivamente.
- Autoridades iranianas adotaram postura militar ofensiva após o fracasso das negociações diplomáticas.
O mercado financeiro global enfrenta um movimento de aversão ao risco após o colapso das negociações entre os Estados Unidos e o Irã. Com o fim do cessar-fogo em 17 de agosto e a adoção de uma postura militar ofensiva por parte de Teerã, investidores temem uma interrupção prolongada no fornecimento de energia através do Estreito de Ormuz. Como reflexo imediato, o preço do petróleo Brent ultrapassou a marca de US$ 90 por barril, enquanto os rendimentos dos títulos soberanos globais atingiram máximas de décadas. No Brasil, o Ibovespa Futuro iniciou o pregão em queda, pressionado pela incerteza geopolítica e pelo temor de que a escalada inflacionária force os bancos centrais, incluindo o Federal Reserve, a manterem os juros em patamares elevados por mais tempo.
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