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EUA e Irã trocam ataques no Estreito de Ormuz após um mês de pausa

Ataques americanos a lançadores iranianos no Estreito de Ormuz desencadearam represálias do Irã contra bases na Jordânia e Emirados Árabes Unidos, elevando a tensão regional e o preço do petróleo.

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Foto: NPR World
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31/08 às 05:45, atualizado 14:32

Pontos principais

  • Forças dos EUA atacaram lançadores de foguetes iranianos na Ilha de Larak e no Estreito de Ormuz.
  • A ofensiva americana visou impedir a instalação de minas navais na rota estratégica de energia.
  • Um superpetroleiro foi imobilizado e incendiado após atingir duas minas no sul do estreito.
  • O Irã retaliou com ataques contra instalações militares americanas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos.
  • O confronto marca a primeira troca de tiros direta entre as nações desde 29 de julho.
  • O preço do petróleo Brent registrou alta imediata nos mercados internacionais após o incidente.
  • O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, planeja ampliar o isolamento econômico do Irã no G20.

As tensões entre Estados Unidos e Irã escalaram significativamente nesta semana após uma troca de ataques militares no Estreito de Ormuz, encerrando um período de calmaria que durava cerca de um mês. A operação americana teve como alvo lançadores de foguetes iranianos localizados na Ilha de Larak e em pontos estratégicos do estreito, sob a justificativa de que Teerã estaria instalando minas navais para comprometer o tráfego marítimo. Como consequência direta, um superpetroleiro foi atingido por minas na região, sofrendo danos severos e incêndio a bordo.

Em resposta, o Irã lançou ataques contra bases americanas situadas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos. O presidente Donald Trump condenou as ações iranianas e ameaçou novas medidas militares, enquanto o mercado global de energia reagiu com a valorização do petróleo Brent devido à importância estratégica da rota para o suprimento mundial. Paralelamente, o governo americano articula, por meio do secretário do Tesouro, Scott Bessent, uma estratégia de isolamento econômico mais severa contra o regime iraniano durante a cúpula do G20. O cenário de instabilidade ocorre em um momento de alta sensibilidade geopolítica, com autoridades iranianas reforçando retóricas hostis contra os Estados Unidos e seus aliados na região.

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