Daily Journal
Urgente
Daily Journal

EUA intensificam ataques contra o Irã pelo terceiro dia consecutivo

Após o fim do cessar-fogo, os EUA ampliaram bombardeios contra 90 alvos iranianos para garantir a livre navegação no Estreito de Ormuz, enquanto Teerã retalia bases americanas no Golfo.

Daily Journal
Foto: G1 Mundo
||
08/07 às 17:45 · atualizado 09/07 às 00:45

Pontos principais

  • O Comando Central dos EUA (CENTCOM) atingiu 90 alvos militares iranianos nesta quarta-feira.
  • A ofensiva visa destruir radares, sistemas de defesa aérea, locais de armazenamento de mísseis e drones.
  • O presidente Donald Trump declarou oficialmente o fim do cessar-fogo de 60 dias com Teerã durante a cúpula da Otan.
  • Explosões foram registradas em cidades como Bandar Abbas, Jask, Bushehr, Sirik e Chabahar.
  • O governo iraniano negou as acusações de agressão e ameaçou retaliar bases militares americanas na região.
  • A Organização Marítima Internacional estima que 6 mil marinheiros estão retidos em navios mercantes no Golfo Pérsico.
  • O Estreito de Ormuz é uma rota vital por onde transita cerca de 20% do suprimento global de petróleo.
  • Trump divulgou vídeos dos ataques e advertiu que novas agressões iranianas resultarão em respostas ainda mais severas.
  • O Irã retaliou com ataques de drones e mísseis contra alvos militares dos EUA no Bahrein e no Kuwait.
  • Ataques americanos atingiram locais próximos a infraestruturas estratégicas, incluindo a província de Bushehr.
  • O vice-presidente J.D. Vance reiterou que a resposta militar americana continuará enquanto o Irã insistir em bloquear a rota de navegação.
  • A administração Trump busca estabilizar os mercados globais de energia, garantindo que o estreito permaneça aberto para o tráfego comercial.

As forças militares dos Estados Unidos intensificaram, pelo terceiro dia consecutivo, uma série de bombardeios contra alvos estratégicos no Irã. A operação, coordenada pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM), atingiu cerca de 90 alvos militares nesta quarta-feira, em uma escalada que sucede os ataques realizados na terça-feira, quando 80 posições, incluindo embarcações da Guarda Revolucionária, foram alvejadas. A ofensiva ocorre em resposta a ataques iranianos contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. O presidente Donald Trump, que confirmou o fim do cessar-fogo de 60 dias com Teerã durante a cúpula da Otan em Ancara, justificou a ação como uma medida necessária para assegurar a liberdade de navegação em uma das rotas marítimas mais críticas para o comércio global de petróleo.

Segundo autoridades americanas, a escala dos ataques tem como objetivo reduzir a capacidade iraniana de ameaçar navios comerciais e marinheiros civis. A ofensiva foca em infraestruturas de defesa, radares costeiros, ativos de vigilância e locais de armazenamento de mísseis e drones em pontos como Bandar Abbas, Sirik e a província de Bushehr, que abriga um complexo de usina nuclear. O governo do Irã refutou as alegações de agressão injustificada e prometeu uma resposta firme. Relatos da mídia estatal iraniana indicam que explosões atingiram diversas cidades portuárias, causando danos a infraestruturas de energia e sistemas de tráfego marítimo. Em um movimento de retaliação, Teerã lançou ataques com mísseis e drones contra bases militares americanas localizadas no Bahrein e no Kuwait.

A crise tem gerado impactos imediatos na segurança marítima internacional. A Organização Marítima Internacional (OMI) manifestou profunda preocupação com a situação, informando que cerca de 6 mil marinheiros permanecem retidos em navios mercantes no Golfo Pérsico, impossibilitados de deixar a zona de conflito em segurança. A restrição de navegação imposta pelo Irã, que limita o tráfego a uma única rota costeira, somada à incerteza militar, provocou uma disparada nos preços do petróleo nos mercados globais, refletindo o temor de uma interrupção prolongada no fluxo de energia.

O presidente Donald Trump manteve um tom incisivo ao divulgar imagens dos bombardeios em suas redes sociais, declarando que, caso o Irã persista em suas ações, a resposta americana será 'muito pior'. O vice-presidente J.D. Vance reforçou a postura da Casa Branca, reiterando que a resposta militar americana continuará enquanto o Irã insistir em bloquear a rota de navegação. Embora o governo dos EUA tenha sinalizado que mantém a porta aberta para futuras negociações, a atual escalada militar marca uma ruptura significativa no cenário diplomático regional. A comunidade internacional observa o desenrolar dos eventos com apreensão, enquanto analistas alertam para o risco de uma expansão do conflito para outras nações vizinhas que abrigam bases militares estratégicas.

Fontes primárias

U.S. Central Command (CENTCOM)

U.S. Central Command forces have begun launching a series of powerful strikes against Iran

O CENTCOM anuncia oficialmente que forças americanas iniciaram uma nova série de ataques contra o Irã "para impor custos pesados" pela ação iraniana contra a navegação comercial. O comando afirma que os ataques dos EUA são resposta a ataques do Irã contra três embarcações comerciais que atravessavam o Estreito de Ormuz, e classifica a ação iraniana como "agressão injustificada, perigosa e uma clara violação do cessar-fogo". Um comunicado seguinte do CENTCOM detalha que as forças dos EUA atingiram mais de 80 alvos com munição de precisão, incluindo sistemas de defesa aérea, redes de comando e controle, radares costeiros, capacidade antinavio e mais de 60 lanchas do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC), em locais como a Ilha de Qeshm, Bandar Abbas e Sirik, no sul do Irã.

The White House

President Donald J. Trump provides an update on U.S. Forces retaliatory strikes against Iran

Em pronunciamento à imprensa após a cúpula da OTAN em Ancara, Trump declara encerrado o cessar-fogo com o Irã: "Eu não quero mais lidar com eles... até onde me diz respeito, acabou." Ele chama os líderes iranianos de "lixo" (scum) e "mentirosos", diz que negociar com eles agora seria "perda de tempo", e classifica a guerra contra o Irã como "um tremendo sucesso militar". Trump confirma que as forças americanas atacaram o Irã na noite anterior e afirma que "muito provavelmente" haverá novos ataques na noite seguinte.

Tópicos relacionados

Comentários

Carregando comentários...