Daily Journal
Urgente
Daily Journal

Fechamento do Estreito de Ormuz reduz oferta global em 4,3 mi de barris

Relatório da AIE aponta que o bloqueio no Estreito de Ormuz retirou 4,3 milhões de barris diários do mercado, pressionando o preço do petróleo Brent acima de US$ 90.

Daily Journal
Foto: Times Brasil
||
31/08 às 07:15, atualizado 17:32

Pontos principais

  • O fechamento do Estreito de Ormuz causou uma redução de 4,3 milhões de barris por dia na oferta global em 2026.
  • A produção do Golfo Pérsico mantém 8,3 milhões de barris por dia paralisados devido ao bloqueio regional.
  • O petróleo Brent subiu 3,35%, sendo negociado a US$ 91,03 por barril após a divulgação dos dados.
  • Os estoques globais de petróleo recuaram 69 milhões de barris em julho, atingindo o menor patamar desde abril de 2025.
  • A escalada militar entre EUA e Irã, incluindo ataques a bases e terminais, agravou a volatilidade no setor.
  • As Reservas Estratégicas de Petróleo dos EUA atingiram o nível mais baixo desde 1982, totalizando 289,7 milhões de barris.
  • O governo dos EUA busca mitigar a crise com acesso a reservas da Venezuela e reuniões com executivos de refinarias.

O mercado global de energia enfrenta uma pressão severa após a Agência Internacional de Energia (AIE) confirmar que o fechamento do Estreito de Ormuz resultou em uma queda de 4,3 milhões de barris por dia na oferta mundial em 2026. A interrupção logística, somada à paralisação de 8,3 milhões de barris diários na região do Golfo Pérsico, elevou o preço do petróleo Brent para a casa dos US$ 91, refletindo a preocupação dos investidores com a escassez de suprimentos e a redução dos estoques globais, que atingiram em julho o nível mais baixo desde abril de 2025. O cenário é agravado pela escalada de tensões militares entre os Estados Unidos e o Irã. Após ataques a posições iranianas na ilha de Larak e respostas contra bases americanas na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos, o presidente Donald Trump prometeu uma resposta contundente, enquanto o governo iraniano, sob a gestão de Masoud Pezeshkian, sinaliza uma possível busca por negociações. Diante da crise, os EUA operam com suas Reservas Estratégicas de Petróleo no menor patamar desde 1982, levando a administração a buscar alternativas, como o acesso a reservas venezuelanas e a articulação direta com refinarias para tentar conter a alta dos combustíveis.

Tópicos relacionados

Comentários

Carregando comentários...