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Preços do petróleo recuam com pausa em tensões entre EUA e Irã

O petróleo registrou queda acentuada nesta terça-feira após sinais de abertura diplomática entre Washington e Teerã, reduzindo temores de uma escalada militar imediata.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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28/07 às 07:15 · atualizado 17:03

Pontos principais

  • O petróleo WTI fechou em queda de 4,06%, cotado a US$ 79,26 por barril.
  • O contrato Brent recuou 4,41%, encerrando o dia a US$ 82,08.
  • O presidente Donald Trump sinalizou abertura para um novo acordo nuclear, mantendo a ameaça de força caso as negociações falhem.
  • O Irã iniciou contatos diplomáticos com Omã e Arábia Saudita para discutir a estabilidade no Estreito de Ormuz.
  • A trégua temporária entre EUA e Irã, somada à retomada do tráfego no estreito de Bab el-Mandeb, aliviou a pressão sobre os preços.
  • A Opep+ planeja interromper o ciclo de aumentos nas cotas de produção de petróleo após setembro.
  • Especialistas alertam que, apesar do alívio momentâneo, riscos geopolíticos seguem pressionando os custos de seguro e transporte global.

Os preços do petróleo registraram uma queda significativa nos mercados internacionais nesta terça-feira, atingindo os menores níveis das últimas duas semanas. O movimento foi impulsionado por um alívio nas tensões militares entre os Estados Unidos e o Irã, após um período de hostilidades que elevou a volatilidade global. O presidente Donald Trump indicou que o momento é propício para negociações diplomáticas visando um acordo nuclear, embora tenha reforçado que a opção militar permanece sobre a mesa caso o diálogo não avance. Paralelamente, o Irã tem buscado interlocução com países vizinhos, como Omã e Arábia Saudita, para assegurar a estabilidade em rotas críticas como o Estreito de Ormuz.

Além da trégua entre Washington e Teerã, a normalização parcial do tráfego no estreito de Bab el-Mandeb contribuiu para a redução dos prêmios de risco que inflavam os preços da commodity. Analistas observam que, embora o cenário imediato seja de descompressão, a incerteza geopolítica persiste, mantendo os custos de frete e seguros elevados. No Brasil, a volatilidade externa é acompanhada de perto, dado que a dependência da importação de derivados, especialmente o diesel, torna o mercado interno suscetível a choques de preços globais. Enquanto isso, a Opep+ sinalizou que pretende encerrar os aumentos nas cotas de produção após setembro, um fator que deve continuar a influenciar o equilíbrio da oferta global nos próximos meses.

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