Lucros recordes de petroleiras geram tensão com governo Trump
Gigantes do setor preveem ganhos de US$ 31 bilhões com a alta do petróleo, provocando pressão política da Casa Branca antes das eleições.
Pontos principais
- ExxonMobil, Chevron, ConocoPhillips e Occidental Petroleum estimam lucros de US$ 31 bilhões no segundo trimestre.
- A alta dos preços do petróleo, impulsionada por conflitos no Oriente Médio, elevou o custo da gasolina nos EUA para acima de US$ 4 por galão.
- O presidente Donald Trump pressiona o setor por reduções de preços e ameaça abrir investigações contra as companhias.
- Executivos do setor petrolífero priorizam a remuneração de acionistas em vez de expandir a produção, resistindo às demandas governamentais.
As maiores empresas de petróleo dos Estados Unidos projetam lucros combinados de US$ 31 bilhões para o segundo trimestre, impulsionadas pela escalada dos preços da commodity em meio à instabilidade geopolítica no Oriente Médio. O aumento do valor do barril, que superou a marca de US$ 87 após novos confrontos entre forças americanas e o Irã, elevou o preço da gasolina ao consumidor final acima de US$ 4 por galão, gerando um desgaste político significativo para o governo de Donald Trump. Às vésperas das eleições de meio de mandato, o presidente passou a pressionar as companhias por uma redução nos preços e ameaçou iniciar investigações contra o setor. Contudo, as petroleiras mantêm a estratégia de focar na remuneração de acionistas, resistindo a ampliar a perfuração e sugerindo medidas alternativas, como a flexibilização de normas regulatórias, para mitigar a pressão inflacionária.
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