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Oncoclínicas propõe corte de 80% em dívidas e enfrenta impasse sobre OPA

Empresa busca reestruturar R$ 5,1 bilhões em dívidas enquanto lida com decisão da CVM que obriga a realização de uma oferta pública de aquisição.

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Foto: Pipeline Valor
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26/08 às 14:06, atualizado 21:05

Pontos principais

  • Oncoclínicas apresentou plano de recuperação extrajudicial com haircut de até 80% em dívidas de R$ 5,1 bilhões.
  • A alavancagem financeira da companhia atingiu 7,9 vezes, motivando a busca por reestruturação.
  • O plano de recuperação exige quórum de 50% mais um dos credores, mas ainda carece de apoio do Banco do Brasil.
  • Colegiado da CVM decidiu, por unanimidade, pela obrigatoriedade de uma oferta pública de aquisição (OPA).
  • A OPA está ligada à reorganização societária envolvendo o fundo Josephina III.
  • Acionistas minoritários buscam a Justiça para assegurar a oferta de R$ 6,5 bilhões.
  • Disputa arbitral entre as gestoras Centaurus e Latache gera incertezas sobre a execução imediata da OPA.
  • Ações da empresa registraram alta expressiva de 240% em agosto devido à expectativa pela oferta.

A Oncoclínicas enfrenta um momento decisivo com o avanço de seu plano de recuperação extrajudicial e a pressão regulatória sobre sua estrutura societária. A companhia propôs aos seus credores um desconto de até 80% no valor de suas dívidas, que somam R$ 5,1 bilhões, em uma tentativa de reduzir sua alavancagem financeira, atualmente em 7,9 vezes. A viabilidade do plano depende da adesão de mais de 50% dos credores, sendo que o Banco do Brasil, um dos principais envolvidos, ainda solicita ajustes nas condições propostas. Paralelamente, a empresa lida com a decisão unânime do colegiado da CVM, que determinou a obrigatoriedade de uma oferta pública de aquisição (OPA) decorrente da reorganização societária que envolveu o fundo Josephina III. A medida, avaliada em R$ 6,5 bilhões, tornou-se alvo de uma disputa judicial movida por acionistas minoritários e de um procedimento de arbitragem entre as gestoras Centaurus e Latache. Embora a CVM tenha consolidado sua posição, a complexidade jurídica do caso e os impasses entre os investidores sugerem que o desfecho da OPA ainda deve enfrentar novos capítulos, mantendo a volatilidade das ações da companhia no mercado.

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