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Oncoclínicas entra em recuperação extrajudicial para reestruturar R$ 5,1 bi

A rede de oncologia busca renegociar dívidas bilionárias enquanto enfrenta disputas societárias e pressão por uma OPA na CVM.

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Foto: InfoMoney
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15/07 às 11:15 · atualizado 13:33

Pontos principais

  • O plano de recuperação extrajudicial visa reestruturar R$ 5,1 bilhões em dívidas com 795 credores.
  • A companhia garante que o atendimento aos pacientes segue sem interrupções durante o processo.
  • Analistas do JPMorgan projetam forte diluição para acionistas com a conversão de dívidas em ações.
  • A CVM analisa a obrigatoriedade de uma OPA envolvendo a gestora Latache, em meio a um impasse regulatório.
  • A crise foi agravada por prejuízos de R$ 3,67 bilhões em 2025 e problemas de liquidez em investimentos.

A Oncoclínicas formalizou um pedido de recuperação extrajudicial com o objetivo de reorganizar um passivo de R$ 5,1 bilhões. O plano prevê o alongamento de prazos e a conversão de dívidas em participação acionária, medidas que, segundo analistas do JPMorgan, devem resultar em uma diluição significativa para os atuais acionistas. A empresa assegurou que o processo de reestruturação não afetará a rotina operacional nem o atendimento aos pacientes, apesar das incertezas levantadas por auditorias independentes sobre a continuidade do negócio diante do capital circulante negativo. A crise financeira da rede foi intensificada por um ciclo de expansão agressivo, juros elevados e a perda de acesso a R$ 430 milhões aplicados em CDBs do Banco Master.

Paralelamente ao desafio financeiro, a companhia vive um momento de instabilidade societária. A CVM enfrenta um impasse interno sobre a necessidade de uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) que poderia envolver R$ 6 bilhões, colocando a gestora Latache, atual controladora, no centro de uma disputa com minoritários. Enquanto o colegiado da autarquia não define as regras para a estrutura de capital da empresa, a Oncoclínicas tenta reduzir custos operacionais, incluindo a rescisão de contratos de expansão em São Paulo e Goiânia, para estabilizar suas contas e retomar a saúde financeira.

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