CVM julga nesta terça-feira obrigatoriedade de OPA da Oncoclínicas
O colegiado da CVM decide se a Centaurus Capital deve realizar uma oferta pública de ações que pode movimentar cerca de R$ 6,5 bilhões.
Pontos principais
- A disputa avalia se a Centaurus atingiu o limite de 15% de participação na Oncoclínicas, o que acionaria a cláusula de poison pill.
- A área técnica da CVM opinou contra a obrigatoriedade da oferta, mas o mercado espera uma decisão favorável à OPA pelo colegiado.
- O processo decorre de uma reorganização societária realizada em 2024 envolvendo fundos acionistas desde o IPO de 2021.
- Caso confirmada, a operação pode custar aproximadamente R$ 6,5 bilhões ao fundo americano, com preço por ação estimado em R$ 16.
O colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) realiza nesta terça-feira o julgamento que definirá se a gestora Centaurus Capital será obrigada a lançar uma Oferta Pública de Aquisição (OPA) de ações da Oncoclínicas. O impasse jurídico gira em torno de uma reorganização societária ocorrida em 2024, que levanta questionamentos sobre a ultrapassagem do limite de 15% de participação na companhia, gatilho que ativaria a cláusula de poison pill. Embora a área técnica da autarquia tenha emitido parecer contrário à obrigatoriedade da oferta, o mercado financeiro mantém expectativa de que o colegiado decida pela necessidade da operação. Se confirmada, a OPA pode movimentar cerca de R$ 6,5 bilhões, com o preço por ação cotado próximo a R$ 16. Paralelamente, a Centaurus Capital move um procedimento de arbitragem na B3 contra a Latache para contestar os termos da disputa societária.
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