CVM julgará em 25 de agosto recurso sobre OPA da Oncoclínicas
O colegiado da CVM decidirá se a reorganização societária da Oncoclínicas exige a realização de uma oferta pública de aquisição de ações.
Pontos principais
- O julgamento está agendado para o dia 25 de agosto.
- A disputa envolve a interpretação sobre a participação do fundo Josephina III, ligado à Centaurus Capital.
- A gestora Latache contesta o entendimento da área técnica da CVM, que opinou contra a obrigatoriedade da OPA.
- A Superintendência de Registro de Valores Mobiliários avaliou que não houve mudança de controle na companhia.
- A diretora Marina Copola declarou-se impedida e não participará da votação.
O colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) marcou para o dia 25 de agosto o julgamento de um recurso apresentado pela gestora Latache, que questiona a obrigatoriedade de uma oferta pública de aquisição (OPA) de ações da Oncoclínicas. O caso gira em torno de uma reorganização societária envolvendo o fundo Josephina III, vinculado à Centaurus Capital. A controvérsia reside em determinar se essa movimentação superou o limite de 15% previsto no estatuto da empresa, o que acionaria a cláusula de proteção aos acionistas minoritários. Anteriormente, a área técnica da CVM concluiu que a redistribuição de posições entre o Goldman Sachs e a Centaurus não configurou uma mudança de controle, posicionando-se contra a necessidade da oferta. A decisão final caberá aos diretores do órgão regulador, com exceção de Marina Copola, que se declarou impedida.
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