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Canadá impõe tarifas de até 50% sobre US$ 20 bilhões em produtos dos EUA

Em resposta a taxas de Donald Trump, o governo canadense oficializou tarifas sobre mais de 700 produtos americanos, com vigência a partir de 8 de setembro, visando setores estratégicos e estados com eleições monitoradas.

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Foto: G1 - Economia
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25/08 às 08:16, atualizado 26/08 às 07:44

Pontos principais

  • O Canadá aplicará sobretaxas de 15%, 25% e 50% sobre aproximadamente US$ 20 bilhões em mercadorias importadas dos EUA.
  • A medida abrange mais de 700 categorias de produtos, incluindo aço, alumínio, eletrônicos, móveis, laticínios e ferramentas.
  • A decisão é uma resposta direta às tarifas de 50% impostas pelo governo Trump sobre produtos canadenses, que entraram em vigor no último sábado.
  • O governo canadense anunciou um pacote de auxílio de 7,5 bilhões de dólares canadenses para apoiar trabalhadores e empresas afetadas.
  • As negociações comerciais bilaterais foram suspensas após o colapso das tratativas na última sexta-feira.
  • O primeiro-ministro canadense descartou novos acordos, alegando que as exigências americanas visavam prejudicar indústrias locais.
  • O governo dos EUA, por meio do vice-presidente JD Vance, atribuiu o fracasso das negociações a exigências de última hora feitas por Ottawa.
  • Donald Trump utilizou redes sociais para criticar o Canadá e ameaçar medidas adicionais contra o setor automotivo a partir de 2027.
  • As novas tarifas canadenses entram em vigor oficialmente no dia 8 de setembro.
  • As medidas atingem grandes indústrias, incluindo os setores de alumínio e aço, além de indústrias menores em estados americanos com eleições sob observação.
  • Até o momento, nenhum dos dois países sinalizou intenção de retomar as negociações comerciais no curto prazo.

O governo do Canadá anunciou um pacote abrangente de tarifas retaliatórias contra os Estados Unidos, elevando a tensão na guerra comercial entre os dois países. A medida, que impõe taxas de até 50% sobre cerca de US$ 20 bilhões em produtos americanos, foi oficializada após o fracasso das negociações comerciais bilaterais na última sexta-feira. A decisão canadense responde diretamente à imposição de tarifas de 50% sobre exportações do Canadá, decretada pelo presidente Donald Trump e que já está em vigor. As novas taxas canadenses incidem sobre mais de 700 categorias de produtos, com foco estratégico em grandes indústrias como a de alumínio e aço, além de setores menores localizados em estados americanos com eleições monitoradas.

Segundo o governo de Ottawa, a estratégia visa proteger a participação de mercado de produtores e fabricantes locais, sendo descrita como uma resposta focada e equivalente em valor às restrições impostas por Washington. Para mitigar o impacto econômico da disputa, o Canadá também lançou um pacote de suporte financeiro de 7,5 bilhões de dólares canadenses destinado a trabalhadores e empresas impactadas. O colapso das negociações marcou um ponto de inflexão na relação comercial entre os vizinhos. Enquanto o governo canadense argumenta que as condições impostas pelos Estados Unidos eram injustas e ameaçavam a viabilidade de indústrias nacionais, a administração Trump sustenta que o impasse foi causado por exigências de última hora feitas por Ottawa.

O presidente Donald Trump intensificou a retórica pública, ameaçando aplicar medidas ainda mais severas ao setor automotivo canadense a partir de 2027. Atualmente, o cenário é de incerteza, com ambos os lados sinalizando que não há planos imediatos para retornar à mesa de negociações. A entrada em vigor das tarifas canadenses, prevista para o dia 8 de setembro, deve consolidar uma nova fase de protecionismo comercial na América do Norte. Especialistas apontam que a escalada do conflito pode gerar impactos significativos nas cadeias de suprimentos integradas entre os dois países, afetando desde a indústria pesada até o setor de varejo, enquanto a diplomacia comercial permanece paralisada.

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